Brasil deve voltar ao grupo das 8 maiores economias do mundo em 2027, prevê FMI

O Brasil deve voltar à oitava posição no ranking das maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcance US$ 2,8 trilhões no próximo ano, superando as economias da Itália e da Rússia.
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De acordo com a base de dados do Fundo, o Brasil deve permanecer na oitava colocação até 2031. A projeção também indica que a economia brasileira ultrapassará a marca de US$ 3 trilhões em 2029.
Brasil deve ficar em 10º lugar em 2026
Em 2026, o país ainda deve ocupar a décima posição no ranking mundial, com PIB estimado em US$ 2,65 trilhões. A previsão considera a revisão para baixo das expectativas de crescimento da economia brasileira.
O FMI projeta uma expansão de 2,2% para o Brasil em 2026 e de 1,9% em 2027. Em 2025, o crescimento foi de 2,3%.
Em entrevista à CNN Money, o ex-diretor do FMI Otaviano Canuto avaliou que a revisão das estimativas reflete um processo de desaceleração econômica já em andamento no país.
“A economia brasileira está em uma fase de desaceleração”, afirmou.
Estados Unidos e China lideram ranking
Os Estados Unidos devem continuar na primeira posição entre as maiores economias do mundo em 2027, com PIB projetado em US$ 34,44 trilhões. A China aparece na segunda colocação.
Alemanha, Índia e Reino Unido completam as cinco primeiras posições da lista prevista pelo FMI.
Além da recuperação brasileira no ranking, as projeções apontam mudanças na classificação de outras economias. A Rússia deve perder posições nos próximos anos, sendo ultrapassada por Canadá, Coreia do Sul e México até 2031.
Histórico do Brasil no ranking mundial
O Brasil entrou no grupo das dez maiores economias do mundo em 1986, quando alcançou a nona posição. Em 1995, chegou ao sétimo lugar e, no ano seguinte, ocupou pela primeira vez a oitava colocação.
Apesar da expectativa de avanço no ranking, o FMI também chama a atenção para os desafios fiscais enfrentados pelas grandes economias. O organismo avalia que os governos precisam adotar medidas para lidar com os riscos às contas públicas antes que sejam pressionados pelos mercados financeiros.
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