Operação Três Caras prende liderança de grupo que produzia ‘rebites’ em Feira de Santana

Uma operação integrada do Ministério Público da Bahia (MPBA), Ministério Público de Goiás (MPGO) e Polícia Militar da Bahia prendeu, nesta quarta-feira (7/10), um homem apontado como liderança de uma organização criminosa envolvida na produção e no tráfico interestadual de anfetaminas. A ação aconteceu em Feira de Santana, onde também foi localizado e desmantelado um laboratório clandestino de fabricação de drogas.
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Denominada ‘Operação Três Caras’, a ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em imóveis utilizados pelo investigado. As diligências foram realizadas por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA e da Polícia Militar, com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante a operação, foram apreendidas cerca de mil unidades de anfetamina, comercializadas no varejo por valores entre R$ 1,50 e R$ 2. Também foram encontradas duas armas de fogo, sendo uma pistola calibre 9mm e uma carabina calibre .22, além de uma espingarda de ar comprimido, três carregadores e 130 munições dos calibres .22 e 9mm.

Os agentes apreenderam ainda cinco celulares, uma caminhonete Toyota Hilux, equipamentos e insumos utilizados em processos industriais e substâncias identificadas preliminarmente como microcelulose e ecstasy.
Foragido estava na Bahia desde 2024
O alvo da operação, Anderson Alves da Silva, estava foragido desde dezembro de 2024 e foi localizado durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás.
Segundo as investigações, ele exercia uma posição de liderança na organização criminosa responsável pela produção e distribuição de comprimidos conhecidos popularmente como “rebites”.
Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis que, conforme as investigações, eram utilizados pelo suspeito com auxílio de familiares e terceiros para manter-se escondido.

De acordo com o MPGO, Anderson Alves da Silva foi condenado a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão por organização criminosa armada, tráfico interestadual de drogas e posse de maquinários destinados à produção de entorpecentes.
As investigações apontam ainda que o suspeito utilizava diferentes identidades falsas para dificultar sua localização. Ele também é investigado por supostas fraudes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com o objetivo de promover a baixa indevida de mandados de prisão.
Além do cumprimento da ordem judicial, Anderson foi preso em flagrante pelos materiais ilícitos encontrados durante a operação.
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