Bebê que levou soco segue na UTI um mês após agressão e mãe relata drama

Criança de três meses sofreu traumatismo craniano na Grande Vitória; mãe acusa o pai, enquanto família paterna apresenta versão diferente sobre o caso.

Um bebê que levou soco durante uma discussão familiar permanece internado na UTI do Hospital Infantil de Vitória, no Espírito Santo. A criança sofreu traumatismo craniano em 27 de agosto, no bairro Nova Carapina 2, na Serra. Segundo a mãe, o próprio pai atingiu o menino enquanto ela o segurava no colo.

O bebê já está hospitalizado há mais de um mês e completou três meses de idade durante a internação. De acordo com a mãe, a criança “chegou praticamente morta”, precisou ficar intubada por cinco dias e também passou um período sedada. Além disso, o menino apresentou uma infecção na garganta.

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Segundo o relato da mãe, a discussão começou porque o companheiro não teria gostado da maneira como ela repreendeu a filha de um ano e seis meses. Em seguida, conforme a versão apresentada por ela, o homem passou a agredi-la e acertou o bebê.

Ainda segundo a jovem, a criança ficou desacordada após a agressão. Por isso, ela saiu de casa para buscar ajuda. A mãe também afirma que os sogros a agrediram durante a confusão.

Logo depois, um morador acolheu a mulher e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Funcionários do hospital chamaram a Polícia Militar após a chegada da mãe e do bebê.

Família paterna apresenta outra versão do caso

Por outro lado, o avô paterno negou que o filho tenha agredido a criança. Na época da ocorrência, ele afirmou que o bebê bateu a cabeça em uma porta acidentalmente durante a discussão.

Além disso, o homem também negou ter agredido a nora. Portanto, a Polícia Civil trabalha com versões diferentes sobre o episódio e mantém a investigação em andamento.

A mãe, de 21 anos, afirma que o companheiro desapareceu depois do caso. Segundo ela, nenhum integrante da família paterna visitou ou telefonou durante os mais de 30 dias de internação.

A jovem também afirma que já sofria agressões antes do episódio envolvendo o bebê.

“Já sofria violência há muito tempo. Ele já chegou a me bater com minha outra filha no colo. Tenho uma medida protetiva contra ele e minha filha também tem. Já era frequente”, contou.

Atualmente, a mãe recebe apoio da família e acompanhamento psicológico. Enquanto acompanha o bebê no hospital, ela também divide a rotina com os cuidados da filha.

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O casal ainda tem um menino de sete anos, com deficiência, que vive com os avós maternos.

Segundo as informações disponíveis, o suspeito responde a processos por violência contra a mulher, descumprimento de medida protetiva, roubo e tráfico de drogas no Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

A Polícia Civil informou que continua investigando o caso. No entanto, a corporação não divulgou detalhes para não comprometer as apurações. O nome do homem permanece preservado para proteger a identidade das vítimas.

 

 

 

 

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