Médico ginecologista e outras duas pessoas são presos suspeitos de sequestro, tortura e estupro
Vítima, de 27 anos, teria sido atraída por uma falsa corrida de aplicativo antes de ser mantida em cativeiro e agredida, segundo a investigação

Um médico ginecologista e outras duas pessoas foram presos na quarta-feira (2/9), em Barreiras, no oeste da Bahia, suspeitos de envolvimento no sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos. As prisões ocorreram durante a Operação Emboscada, conduzida pela 1ª Delegacia Territorial (DT) de Barreiras.
Segundo as investigações, os presos são Rodrigo Costa Brandão, de 38 anos, Adilson Rodrigues Macedo e Hayra Haianne Queiroz.
A polícia apura a participação dos três em um crime ocorrido em setembro de 2025. O caso chegou ao conhecimento das autoridades depois que a vítima procurou a polícia e relatou as agressões.
Conforme a investigação, Rodrigo Costa Brandão mantinha um relacionamento com a vítima. Após o término, ele teria contratado os outros dois suspeitos para sequestrar e agredir o homem.
Na época do crime, a vítima trabalhava como motorista de aplicativo e havia se formado em medicina no Paraguai.
A polícia também investiga a possibilidade de que Adilson tenha procurado uma quarta pessoa para participar da ação criminosa.
Vítima teria sido atraída por falsa corrida
Segundo a apuração policial, Hayra Haianne Queiroz teria atraído a vítima por meio de uma falsa corrida de aplicativo. O homem teria sido levado para um local onde, de acordo com a investigação, o sequestro já havia sido planejado.
A vítima permaneceu em cativeiro durante algumas horas e, conforme o relato investigado pela polícia, foi submetida a agressões físicas e violência sexual.
Depois, o homem teria sido deixado sem roupas às margens de uma estrada na região de Catolândia, também no oeste da Bahia.
Durante a Operação Emboscada, além das prisões temporárias, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca em quatro endereços relacionados aos investigados.
Os policiais apreenderam materiais que serão submetidos à análise, entre eles dispositivos eletrônicos e outros elementos que podem contribuir para esclarecer a participação de cada suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação também levou em consideração imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, os trajetos percorridos pelos envolvidos e resultados de exames periciais.
As autoridades continuam investigando o caso para verificar se outras pessoas participaram do crime e qual teria sido a atuação de cada suspeito.
Os três presos são investigados pelos crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado. As prisões são temporárias e os investigados permanecem à disposição da Justiça.
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