Mãe manda matar filho de 7 anos na Bahia e é condenada: caso Carlinhos termina em desfecho chocante

Carlos Henrique Moura foi atraído com a promessa de ganhar uma pipa e morto em Camaçari. Mãe e executor receberam penas que somam mais de 50 anos.

A morte de Carlinhos, como ficou conhecido o caso de Carlos Henrique Moura, começou com um desaparecimento em janeiro de 2015. O menino tinha 7 anos e morava em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Dois dias depois das buscas, moradores encontraram o corpo da criança em um córrego no bairro da Bomba.

A Polícia Civil concluiu que Carlos Henrique não sofreu um afogamento acidental. Segundo a investigação, José Nilton Pereira da Silva atraiu o menino até o córrego com a promessa de lhe dar uma pipa. No local, ele matou a criança por afogamento. A apuração apontou a mãe, Alexsandra Moura da Silva, como responsável por ordenar o homicídio.

Segundo as investigações, Alexsandra temia que o filho contasse à avó materna informações sobre atividades criminosas atribuídas a ela. Os autos mencionaram envolvimento com tráfico de drogas e o planejamento de um assalto a banco. Além disso, a polícia apurou a suspeita de que a mãe utilizava o menino no transporte de drogas.

Ainda conforme a investigação, Alexsandra teria oferecido relações sexuais a José Nilton em troca da execução do crime. Na época, ele já respondia por tráfico de drogas e mantinha relacionamento com a avó da criança.

José Nilton acabou preso em agosto de 2016. Segundo as informações do caso, ele confessou sua participação no homicídio e apontou Alexsandra como responsável pela decisão de matar Carlos Henrique.

Mãe e executor foram condenados pelo homicídio

O Tribunal do Júri julgou o caso em dezembro de 2019. Alexsandra Moura da Silva recebeu pena de 29 anos e quatro meses de prisão. Já José Nilton Pereira da Silva foi condenado a 21 anos e quatro meses.

De acordo com informações atribuídas ao Ministério Público da Bahia, os processos já transitaram em julgado. Portanto, não cabem mais recursos contra as condenações.

José Nilton cumpre pena na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador, segundo informações fornecidas pela Secretaria de Administração Penitenciária e pelo MP-BA.

Condenada ficou foragida por anos e foi presa em Alagoas

Após a prisão de José Nilton, Alexsandra permaneceu foragida por anos. A polícia chegou a prendê-la anteriormente, mas ela deixou a prisão após o fim de um mandado temporário. Em outubro de 2021, agentes localizaram a condenada em Maribondo, na Zona da Mata de Alagoas.

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Conforme as informações disponíveis, Alexsandra passou a cumprir pena em uma unidade prisional de Maceió. O MP-BA informou que não possui acesso ao sistema penitenciário de Alagoas para confirmar sua situação atualizada.

O Tribunal de Justiça de Alagoas informou que eventual transferência entre os estados depende do Poder Executivo estadual. Segundo o órgão, a análise sobre um possível recambiamento para a Bahia cabe à administração penitenciária alagoana.

 

 

 

 

 

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