Crédito ao varejo em alerta máximo após crises de Casas Bahia e Marabraz

Pedidos de recuperação judicial reacendem temor de restrição nos empréstimos. Após a crise da Americanas, bancos cortaram R$ 12 bilhões em crédito ao setor.

Os pedidos de recuperação judicial de Casas Bahia e Marabraz reacenderam o alerta sobre o crédito ao varejo no Brasil. O mercado teme que bancos e fundos adotem maior cautela na concessão de novos empréstimos para empresas do setor.

A preocupação ganhou força porque uma reação semelhante ocorreu após a crise da Americanas, em janeiro de 2023. Naquele período, instituições financeiras reduziram a exposição ao varejo diante do aumento da percepção de risco.

 

Porém, os casos têm origens diferentes. A crise da Americanas surgiu após a descoberta de inconsistências contábeis e operações de risco sacado não registradas. Já as dificuldades da Casas Bahia estão relacionadas, segundo as informações apresentadas, ao peso dos juros elevados sobre um negócio dependente das vendas a prazo.

Dados do Banco Central mostram que os bancos reduziram em R$ 12 bilhões o volume de crédito destinado às empresas varejistas nos seis meses seguintes ao anúncio do rombo da Americanas.

Além disso, a exposição das instituições financeiras ao setor caiu 5% naquele período. O movimento mostrou como uma crise envolvendo uma grande companhia pode aumentar a cautela dos credores com outras empresas do mesmo segmento.

Enquanto isso, outros setores seguiram direção diferente. O crédito para a construção civil cresceu 8,4%, com avanço de R$ 8,7 bilhões. Já os serviços voltados às famílias registraram alta de 0,4%. No setor de transportes, a carteira permaneceu estável.

Agora, o temor é que as novas recuperações judiciais provoquem novamente uma redução do crédito ao varejo. Contudo, os dados apresentados ainda não confirmam que os bancos já tenham iniciado um movimento generalizado de restrição.

Casas Bahia tem bancos entre principais credores

A relação de credores apresentada pela Casas Bahia à Justiça mostra uma exposição relevante de instituições financeiras.

O Banco Digio, instituição digital ligada ao Bradesco, aparece como principal credor financeiro, com R$ 2,6 bilhões a receber. Em seguida, estão Banco do Brasil, com R$ 2,4 bilhões, e Bradesco, com R$ 1,5 bilhão.

Além disso, a Riza Gestora de Recursos aparece com crédito de R$ 803 milhões. Já a Redasset Gestão tem R$ 585 milhões a receber.

Prefeita Tânia Yoshida se pronuncia após morador dizer que iria “invadir” o Hospital ACM para fiscalizar obra: ‘Você só incomoda quando faz as coisas certas’

Esses valores ajudam a explicar por que o mercado acompanha de perto os efeitos da recuperação judicial sobre o financiamento empresarial.

Recuperações judiciais aumentam cautela no mercado

Quando grandes varejistas enfrentam dificuldades, bancos podem rever critérios de risco antes de liberar novos recursos. Portanto, empresas saudáveis também podem encontrar condições mais rígidas, juros maiores ou limites menores caso as instituições decidam reduzir sua exposição ao setor.

Ainda assim, não há confirmação de que uma nova restrição generalizada já esteja em curso. Por enquanto, os pedidos de recuperação judicial aumentaram a preocupação e trouxeram novamente ao mercado a discussão sobre o acesso das varejistas ao crédito.

 

 

 

 

 

FALA GENEFAX quer ouvir você!

Viu algo importante acontecendo no seu bairro? 📷🎥
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606

Sua colaboração pode virar destaque!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Botão Voltar ao topo
Web Statistics