Anvisa proíbe chás e cápsulas que prometem efeito de canetas emagrecedoras; veja marcas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de uma série de produtos vendidos irregularmente como opções para emagrecimento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (14/8).
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Entre os produtos proibidos estão marcas de chamados “chás emagrecedores” e cápsulas que prometiam efeitos semelhantes aos de medicamentos utilizados para perda de peso. Alguns itens utilizavam, inclusive, o nome Mounjaro, medicamento aprovado para determinadas indicações de saúde.
Segundo a Anvisa, os produtos eram anunciados e comercializados sem registro, notificação ou cadastro na agência. A fiscalização também identificou que os itens eram fabricados por empresa cuja identificação não havia sido regularizada junto ao órgão.
A determinação da Anvisa vale para pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos.
Produtos proibidos pela Anvisa
A lista divulgada pela agência inclui:
- Milagroso Ervas Black
- Milagroso Ervas Mounjaro Turbo
- Milagroso Ervas Mounjaro 3x Turbo
- Milagroso Ervas Detox
- Milagrosos Ervas Cápsula Azul
- Milagroso Ervas Mounjaro Rosa
- Milagrosos Ervas Mounjaro
- Milagroso Ervas Vermelho
- Milagroso Ervas
- Mounfor X Emagrecedor
A Anvisa informou que as medidas de fiscalização foram determinadas com base no inciso XV do artigo 7º da Lei nº 9.782/1999.
Chá Sarapião também foi proibido
A mesma resolução determinou a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto conhecido como “Chá Sarapião”.
De acordo com a Anvisa, o produto era vendido sem registro, notificação ou cadastro na agência. Além disso, a fabricação ocorria por uma empresa que não possui autorização para a fabricação de medicamentos.
Os produtos são atribuídos à empresa Natural Ervas Produtos Naturais LTDA (Farmagon).
A medida preventiva abrange todos os lotes do Chá Sarapião fabricados pela empresa. Também estão sujeitos à determinação pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o produto.
A proibição reforça a necessidade de atenção dos consumidores diante de produtos anunciados com promessas de emagrecimento. Produtos vendidos como medicamentos ou com alegações terapêuticas precisam estar regularizados junto à Anvisa.
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