Médica que atuava na Bahia é presa em operação contra diplomas falsos

Aline Candice Calor Magalhães foi alvo de prisão preventiva durante operação da PF que investiga grupo suspeito de falsificar e vender documentos acadêmicos.

Uma médica que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, está entre os investigados presos pela Polícia Federal em uma operação que apura um suposto esquema de falsificação e comercialização de diplomas de medicina e outros documentos acadêmicos.

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A informação foi confirmada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13/8). A suspeita foi identificada como Aline Candice Calor Magalhães.

Segundo as investigações, a médica, que se mudou de São Paulo para a Bahia após concluir a formação, estaria envolvida no esquema. Ela foi alvo de um mandado de prisão preventiva cumprido na quarta-feira (12), quando a operação foi deflagrada.

Grupo é suspeito de vender documentos acadêmicos falsos

De acordo com a Polícia Federal, além de diplomas, o grupo investigado comercializava outros documentos acadêmicos falsificados. Os materiais, segundo as investigações, seriam utilizados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de medicina.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão contra os investigados.

A operação foi realizada em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste da Bahia, além de Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.

Até a última atualização da reportagem, não havia sido localizado contato com os investigados ou suas defesas.

Investigação começou em 2023

A investigação teve início em 2023, após o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificar um diploma falso apresentado para obtenção de registro profissional e comunicar o caso à Polícia Federal.

Na ocasião, uma mulher de 33 anos que exercia a medicina em Cacique Doble (RS) apresentou um diploma falsificado de medicina do Centro Universitário Funorte, localizado em Montes Claros (MG). A fraude foi descoberta durante a análise da documentação apresentada ao conselho profissional.

A partir do caso, os investigadores identificaram indícios da existência de uma rede especializada na produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.

As investigações continuam para esclarecer a atuação do grupo, identificar outros possíveis envolvidos e verificar a participação de pessoas que possam ter adquirido ou utilizado os documentos falsificados.

 

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