Operação Caneta Fake combate comércio ilegal de medicamentos na Bahia e Alagoas
Mais de 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra grupo investigado por vender, armazenar e aplicar medicamentos de alto custo sem autorização da Anvisa.

A Operação Caneta Fake, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quinta-feira (6/8), desarticulou parte de um esquema investigado por comercializar, armazenar e aplicar medicamentos de alto valor de forma clandestina. A ação ocorreu simultaneamente nos municípios de Paulo Afonso (BA) e Maceió (AL), onde foram cumpridos mais de 15 mandados de busca e apreensão.
Segundo a investigação conduzida pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso, o grupo atuava na venda de medicamentos à base de tirzepatida e retatrutida sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem comprovação de origem legal dos produtos.

As diligências foram autorizadas pelo Poder Judiciário após a Polícia Civil reunir provas que apontavam a atuação da organização criminosa na comercialização irregular de medicamentos injetáveis sujeitos ao controle sanitário.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam medicamentos e diversos materiais utilizados na comercialização e aplicação clandestina dos produtos.
Entre os itens encontrados estão substâncias identificadas preliminarmente como retatrutida e tirzepatida, comercializadas sob diferentes marcas e denominações, como Retatrutide 12 mg, Retagen, Retagen 120 mg, Retatrutide – Synedica, T.G. 15 e TIRZEC 15.
Também foram apreendidos:
- canetas aplicadoras de medicamentos injetáveis;
- cápsulas e comprimidos sem identificação regular;
- seringas de insulina;
- agulhas descartáveis;
- recipientes utilizados para armazenamento dos produtos;
- receituários médicos;
- documentos e registros de atendimentos;
- aparelhos celulares;
- computadores e outros dispositivos eletrônicos.
Todo o material será submetido à perícia para identificar a procedência dos medicamentos e aprofundar as investigações.

De acordo com a Polícia Civil, a análise preliminar dos materiais apreendidos reforça as evidências da comercialização ilegal dos medicamentos investigados.
O prejuízo inicial causado ao grupo criminoso é estimado em aproximadamente R$ 100 mil, valor que poderá aumentar após a conclusão das perícias e a identificação completa dos produtos recolhidos durante a operação.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema, esclarecer toda a atuação da organização e promover a responsabilização criminal dos integrantes.
Operação contou com apoio da Polícia Civil de Alagoas
A Operação Caneta Fake foi coordenada pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso, vinculada à 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (18ª COORPIN), com apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior Norte (DIRPIN/Norte), dos Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Nordeste e GATTI/Norte), das Delegacias Territoriais de Glória, Santa Brígida e Coronel João Sá, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM/Paulo Afonso) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
A ação também contou com a participação da Polícia Civil de Alagoas, por meio do Núcleo de Planejamento Operacional e da Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT), responsável pelo cumprimento dos mandados em Maceió.
Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento com a análise dos medicamentos, documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos para identificar novos envolvidos e ampliar a responsabilização dos participantes do esquema.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!