PM e monitor de ressocialização são presos por suspeita de envolvimento na morte de advogada

Um policial militar e um monitor de ressocialização foram presos na terça-feira (4/7), suspeitos de envolvimento no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, morta a tiros dentro da própria casa, em Itororó, no sul da Bahia.

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Segundo a investigação da Polícia Civil, os dois investigados, cujos nomes não foram divulgados, teriam atuado em conjunto com outras duas pessoas, sob ordens de um homem de 20 anos, apontado como mandante do crime.

As apurações indicam que o grupo monitorou a rotina da advogada nos dias 20 e 21 de julho. A movimentação foi registrada por câmeras de segurança e faz parte das provas reunidas pela polícia. A principal linha de investigação aponta que o homicídio foi motivado por uma dívida contraída pelo sobrinho da vítima com o suposto mandante.

A operação que resultou nas prisões foi realizada em diferentes municípios da Bahia. Além dos dois mandados de prisão preventiva, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

Veículos apreendidos – Foto:: Reprodução

O monitor de ressocialização, de 27 anos, foi preso ao deixar o trabalho no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola, dois carregadores e 23 munições.

Já em dois imóveis ligados ao investigado, localizados em Dias d’Ávila, foram encontrados duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diferentes calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro investigado.

De acordo com a Polícia Civil, todo o material apreendido será submetido à perícia e passará a integrar o conjunto de provas da investigação.

O policial militar, de 29 anos, também foi preso, mas o local da captura não foi informado. As investigações continuam para identificar e localizar os demais envolvidos no crime.

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Família já havia denunciado extorsão

As investigações revelaram que, antes do assassinato, familiares da advogada vinham sendo ameaçados durante cobranças relacionadas à dívida.

Segundo a polícia, os suspeitos chegaram a obrigar parentes da vítima a transferirem dois veículos como forma de pagamento. Diante das ameaças, a família registrou um boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial de Itabuna antes da morte de Cláudia.

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou e apreendeu dois veículos utilizados na ação criminosa. Os automóveis haviam sido alugados, e um deles circulava com placa adulterada.

Relembre o caso

Cláudia Félix de Oliveira foi assassinada na madrugada de 25 de julho, após homens armados invadirem sua residência em Itororó.

Segundo a investigação, a advogada chegou a acionar a Polícia Militar pouco antes da invasão. No entanto, quando as equipes chegaram ao imóvel, ela já havia sido morta. O óbito foi confirmado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O corpo da advogada foi sepultado no dia 26 de julho, no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.

Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga lamentaram o assassinato, classificando o caso como um “bárbaro homicídio”, e cobraram rapidez na elucidação do crime junto à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

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