Feira de Santana lidera casos de picadas de cobras peçonhentas na Bahia
Levantamento aponta que município registrou o maior número de acidentes com serpentes entre 2021 e julho de 2026

Feira de Santana lidera o ranking dos municípios baianos com maior número de ocorrências envolvendo picadas de serpentes peçonhentas. O dado faz parte de um levantamento realizado com base em informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e considera o período entre 2021 e julho de 2026.
Na segunda colocação aparece Vitória da Conquista. Apesar de Feira ser a segunda cidade mais populosa da Bahia, os números mostram que a incidência desses acidentes não está diretamente relacionada ao tamanho da população. Entre os dez municípios com mais notificações, apenas três figuram entre os maiores do estado em número de habitantes.
Segundo os dados analisados, a Bahia contabilizou mais de 170 mil notificações de acidentes envolvendo serpentes peçonhentas no período.
A maior parte dos registros corresponde a casos em que a vítima não conseguiu identificar a espécie da cobra, somando mais de 160 mil ocorrências.
Entre as serpentes identificadas, as do gênero Bothrops, conhecidas popularmente como jararacas, urutus, caissacas e cotiaras, aparecem com maior frequência, totalizando 10.838 casos.
Na sequência estão as cobras do gênero Crotalus, popularmente chamadas de cascavéis, responsáveis por 1.331 notificações.
Já as serpentes do gênero Micrurus, conhecidas como corais, registraram 305 acidentes no período.
Os casos mais raros envolvem a surucucu (gênero Lachesis), que vive principalmente em áreas de floresta tropical. Foram 97 notificações em toda a Bahia entre 2021 e julho de 2026.
Especialistas orientam cuidados
Acidentes com serpentes podem ocorrer tanto em áreas rurais quanto urbanas, principalmente em períodos de calor e chuva, quando esses animais ficam mais ativos.
Em caso de picada, a orientação do Ministério da Saúde é procurar atendimento médico imediatamente. Também é recomendado evitar práticas como fazer torniquetes, cortar o local da picada ou tentar sugar o veneno, procedimentos que podem agravar o quadro.
Sempre que possível e sem colocar a própria segurança em risco, a identificação da espécie pode auxiliar na escolha do tratamento adequado.
A rápida assistência médica é considerada essencial para reduzir complicações e aumentar as chances de recuperação do paciente.
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