Moradores denunciam risco de deslizamento e cobram obra urgente de contenção em Terra Nova

Famílias cobram ação imediata das autoridades e temem tragédia.

Moradores da 2ª Travessa Cesar Borges Bebedouro, no bairro Caraconha, em Terra Nova, denunciaram ao portal FALA GENEFAX a situação de risco que enfrentam devido ao avanço de um deslizamento de terra na localidade. Segundo os relatos, a encosta continua cedendo e coloca em perigo pelo menos 14 famílias que ainda permanecem em suas residências. Diante do cenário, os moradores cobram uma intervenção urgente das autoridades para evitar que uma tragédia aconteça.

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De acordo com os moradores, a situação vem sendo acompanhada há meses pela Prefeitura de Terra Nova e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). Eles afirmam que o prefeito e vereadores solicitaram ao Governo do Estado a execução de uma obra de contenção da encosta.

Moradores denunciam risco de deslizamento e cobram obra urgente de contenção em Terra Nova- Foto: Reprodução

Conforme o relato, uma equipe técnica da Conder esteve no município no dia 12 de maio para realizar levantamentos e iniciar a elaboração do projeto. No entanto, o procedimento não teve continuidade. Posteriormente, em 16 de junho, uma nova equipe retornou ao local para repetir as avaliações, mas, desde então, os moradores afirmam que não receberam nenhuma atualização sobre o andamento da obra.

Ainda segundo os relatos, o período eleitoral poderá atrasar ainda mais o início da intervenção, aumentando a preocupação da comunidade diante do agravamento da situação.

Medidas paliativas preocupam moradores

Os moradores afirmam que a Prefeitura realizou apenas intervenções emergenciais, como a retirada de terra que apresentava risco de deslizamento e a instalação de lonas plásticas sobre a encosta. No entanto, eles consideram que essas ações são apenas paliativas e não eliminam o risco.

Segundo a comunidade, recentemente foram retiradas toneladas de terra solta da encosta, evidenciando que o solo continua instável.

O maior temor é que o deslizamento alcance uma residência de dois pavimentos localizada na parte superior da encosta. Caso isso ocorra, os moradores acreditam que diversas casas localizadas na rua abaixo poderão ser atingidas.

Ao todo, cerca de 11 imóveis situados na parte baixa da área e outras três ou quatro residências localizadas na parte superior são consideradas de maior risco, totalizando aproximadamente 14 a 15 famílias ameaçadas.

Aluguel social é considerado insuficiente

Os moradores também criticam a proposta de auxílio habitacional apresentada pelo município.

Segundo eles, a Prefeitura ofereceu aluguel social entre R$ 350 e R$ 400 mensais para as famílias que deixassem suas residências. O benefício teria duração inicial de três meses, podendo ser prorrogado por igual período. Após esse prazo, os moradores teriam que assumir integralmente os custos do aluguel, além das despesas com água e energia elétrica.

Para a comunidade, a medida não oferece segurança suficiente, já que a obra de contenção sequer iniciou e pode demorar muitos meses para ser concluída.

Uma das moradoras afirmou que decidiu abandonar sua residência por receio de um deslizamento, mas destaca que diversas famílias continuam vivendo na área de risco por não terem outra alternativa.

Documento técnico aponta que obra aguarda autorização

A preocupação dos moradores também é reforçada por uma Nota Técnica Específica da Diretoria de Habitação e Urbanização Integrada (DIHAB), vinculada à Superintendência de Prevenção de Desastres (SUPRED).

O documento, datado de 29 de abril de 2026, informa que o pedido para execução da obra de contenção de encosta no bairro Caraconha foi recebido e incluído no banco de pleitos para intervenções em áreas de instabilidade, permanecendo, entretanto, aguardando autorização para adoção das demais providências necessárias.

A nota técnica informa ainda que o município de Terra Nova não é elegível para receber recursos do Novo PAC destinados às ações de prevenção de desastres naturais e contenção de encostas, o que impede o cadastramento da obra no programa federal por meio do Governo do Estado.

Enquanto aguardam uma definição, os moradores continuam cobrando providências urgentes e alertam que o avanço da erosão representa risco iminente para diversas famílias. Eles pedem que as autoridades realizem uma vistoria no local e adotem medidas definitivas antes que ocorra um deslizamento de grandes proporções.

 

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