TRE-BA indefere candidatura de Binho Galinha nas Eleições 2026
Decisão foi tomada nesta segunda-feira (14), após ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) indeferiu, por unanimidade, a candidatura do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), à reeleição nas Eleições 2026. O julgamento ocorreu na tarde desta segunda-feira (14/9), após uma ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
Acertou o peso, não paga: Iceinbox comemora 5 anos com promoção de sorvete grátis
Durante a sessão, o procurador Cláudio Gusmão, responsável pelo pedido de impugnação, reforçou as acusações apresentadas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) contra o parlamentar. Segundo o órgão, Binho Galinha é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana.
De acordo com Gusmão, o caso fazia parte de um grupo de processos considerados sensíveis pelo Ministério Público. O procurador afirmou que, entre os casos analisados, somente a candidatura de Binho Galinha foi alvo de uma ação de impugnação.
Defesa de Binho Galinha contesta acusação de milícia
A defesa do deputado, representada pelo advogado Fernando Vaz Costa Neto, contestou a classificação das acusações como relacionadas à atuação de uma milícia.
Segundo o defensor, os fatos apontados pelo Ministério Público envolvem crimes como jogo do bicho, agiotagem, lavagem de dinheiro e organização criminosa, mas não apresentariam características necessárias para configurar uma milícia.
A defesa também questionou a existência de elementos que demonstrassem ocupação territorial ou interferência na liberdade de voto dos eleitores de Feira de Santana.
TRE-BA aponta impacto na liberdade de voto
Durante o julgamento, o desembargador Moacyr Pitta Lima afirmou que os autos apresentados pelo Ministério Público trazem informações sobre a atuação da organização criminosa em Feira de Santana que, na avaliação dele, podem afetar a liberdade de voto na região.
O magistrado destacou ainda a existência de indícios relacionados à atuação criminosa e mencionou a participação de policiais no núcleo armado da organização investigada.
Binho Galinha foi condenado a mais de 36 anos de prisão
A ação de impugnação também considera a situação judicial do deputado. Segundo o Ministério Público, a existência de ações penais e de uma condenação compromete os requisitos de moralidade necessários para o exercício do mandato e pode afetar a liberdade de escolha dos eleitores.
Em julho, Binho Galinha foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse irregular e adulteração de armas de fogo.
Apesar da condenação, o deputado não perdeu o mandato. A defesa informou que a sentença foi proferida em primeira instância e está sujeita a recurso.
Em nota, a defesa afirmou que a decisão judicial não produz efeitos sobre a elegibilidade do parlamentar enquanto houver possibilidade de recurso. Com isso, Binho Galinha permanece no exercício do mandato e dos direitos políticos, conforme a manifestação apresentada pelos advogados.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!