Orçamento das universidades baianas tem perda de R$ 365 milhões, aponta Fórum
Levantamento dos docentes indica baixa execução de recursos para investimentos e manutenção das quatro instituições estaduais em 2025.

O orçamento das universidades baianas deixou de executar cerca de R$ 365 milhões em 2025, segundo levantamento do Fórum das ADs. A entidade representa docentes da Uneb, Uefs, Uesc e Uesb. Conforme o estudo, as instituições tinham previsão orçamentária de R$ 2,616 bilhões. Porém, a execução teria alcançado apenas 86% desse total.
A maior diferença apareceu nos recursos destinados aos investimentos. Essa verba financia obras, laboratórios, equipamentos, mobiliário e expansão das unidades. Segundo o Fórum, somente 29,9% do valor previsto nessa área chegou à execução.
Além disso, o financiamento das universidades estaduais também apresentou diferença na manutenção. A execução das despesas de custeio ficou em 71,4%, conforme a entidade. Esses recursos pagam serviços, materiais, insumos e outras atividades necessárias ao funcionamento das instituições.
Por outro lado, os gastos com pessoal alcançaram 98,03% do orçamento previsto. Essa rubrica inclui salários, progressões e obrigações trabalhistas. Portanto, ela oferece menos margem para bloqueios durante o exercício financeiro.
Em comunicados anteriores, o Governo da Bahia informou que as universidades teriam orçamento previsto de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em 2025. O Estado também declarou ter aplicado R$ 202 milhões em infraestrutura universitária entre 2023 e 2024. Porém, esses dados não respondem diretamente ao levantamento sobre a execução de 2025.
Docentes apontam impactos e preparam protesto
A professora Iracema Lima afirma que a redução das verbas do ensino superior baiano prejudica a expansão das universidades.
“Em contrapartida, investimento e custeio são rubricas que eles conseguem contingenciar”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Isso não está sendo executado como deveria”.
Segundo a docente, o quadro de professores não acompanha o crescimento dos cursos e do número de estudantes. Ainda conforme o Fórum, a baixa execução orçamentária limita pesquisas, amplia a carga de trabalho e prejudica programas de permanência estudantil.
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O movimento reivindica 7% da Receita Líquida de Impostos para as universidades. Além disso, pede mais 1% para ações de permanência estudantil. A entidade afirma que a participação destinada às instituições ficou abaixo de 4% em alguns exercícios.
Os docentes programaram uma manifestação para quarta-feira, 29 de julho, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. O ato marcará um ano desde a última reunião formal com representantes do governo estadual, realizada em 29 de julho de 2025.
Até a publicação desta matéria, não havia uma resposta específica do Governo da Bahia ao levantamento apresentado pelo Fórum das ADs. O espaço permanece aberto para manifestação.
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