PP recua e deixa Flávio Bolsonaro sem apoio nacional para disputar o Planalto
Ciro Nogueira indicou a aliados que o partido deve liberar diretórios estaduais para apoiar Flávio Bolsonaro ou Lula

O Progressistas deve ficar neutro na eleição presidencial e liberar seus diretórios estaduais para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme a realidade política de cada região. A posição foi comunicada pelo presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, a integrantes da legenda em reunião realizada em Brasília, segundo informações publicadas pelo SBT News.
Na prática, a decisão frustra a tentativa de Flávio Bolsonaro de atrair o PP para sua coligação nacional. Segundo a Folha de S.Paulo, interlocutores de Ciro afirmam que ele rejeitou o pedido de aliança formal com o pré-candidato do PL, o que consolida a neutralidade nacional da federação formada por União Brasil e PP.
A divisão interna pesou na decisão. De acordo com a apuração, parte dos filiados do PP no Nordeste tende a apoiar Lula, enquanto setores do Centro-Sul devem caminhar com Flávio Bolsonaro. A liberação dos diretórios estaduais permitiria ao partido preservar alianças locais e priorizar a eleição de bancadas para a Câmara dos Deputados.
O movimento ocorre depois de sinais de afastamento entre o PP e o PL. Em junho, a CNN Brasil informou que Ciro Nogueira vinha barrando uma aliança da federação União Brasil-PP com Flávio Bolsonaro. Segundo fontes ouvidas pela emissora, um dos motivos seria o desgaste na relação entre Ciro e Flávio após a operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master.
Ciro chegou a ser citado como possível vice na chapa de Flávio, mas essa possibilidade perdeu força. O PL também tentou atrair a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para a composição, mas a articulação não avançou. Segundo o SBT News, a falta de alinhamento nacional do PP inviabilizou a indicação dela para a vice, além de a senadora ter planos de disputar a presidência do Senado no próximo ano.
Com a indefinição, Flávio Bolsonaro fica sem o apoio formal de uma das principais forças do Centrão no plano nacional. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, deve adotar uma postura de neutralidade na disputa presidencial, enquanto seus quadros nos estados terão liberdade para definir alianças conforme os cenários locais.
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