Família denuncia troca de corpos após morte de idosa em Feira de Santana
Corpo de paciente de 79 anos foi entregue por engano a outra família; hospital instaurou sindicância para apurar o caso.


Segundo os familiares, a situação provocou ainda mais sofrimento em um momento de luto e atrasou o velório e o sepultamento da idosa.
De acordo com os filhos de Dália Ventim Costa, a idosa sofreu um infarto, foi atendida inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Mangabeira, no dia 26 de maio, e posteriormente transferida para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Ela morreu por volta das 23h30 de domingo (12).
Após serem informados sobre o falecimento, os familiares compareceram ao hospital para realizar os procedimentos de liberação do corpo. Conforme relataram, a equipe informou que a retirada só poderia ocorrer às 5h da manhã.
Quando retornaram ao hospital no horário indicado, receberam a informação de que o corpo já não estava mais na unidade.
Ainda segundo os parentes, o hospital informou que o corpo havia sido encaminhado para outra cidade após uma possível troca durante o processo de liberação.
A suspeita é de que tenha ocorrido uma inversão entre o corpo de Dália Ventim Costa e o de outra paciente, cuja família seria de Aracaju, em Sergipe.
Posteriormente, a direção da unidade entrou em contato com os familiares para informar que o corpo havia sido localizado e seria transportado de volta para Feira de Santana.
O corpo retornou ao Hospital Geral Clériston Andrade pouco depois do meio-dia desta segunda-feira.
O sepultamento foi realizado durante a tarde no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana. Dália Ventim Costa deixa cinco filhos.
Hospital Clériston Andrade instaura sindicância
Em nota oficial, o Hospital Geral Clériston Andrade lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às famílias envolvidas.
A direção informou que o corpo foi localizado e retornou a Feira de Santana para que os familiares pudessem realizar o velório e o sepultamento.
O hospital também comunicou a abertura de uma sindicância para investigar as circunstâncias da troca de corpos, identificar possíveis falhas no processo de liberação e adotar as medidas administrativas cabíveis.
Segundo a unidade, desde que tomou conhecimento do caso, equipes do hospital prestam acolhimento às famílias e acompanham todas as providências necessárias para que os sepultamentos ocorram “com respeito, dignidade e o menor impacto adicional possível”.
A sindicância instaurada pelo Hospital Geral Clériston Andrade deverá esclarecer como ocorreu a troca dos corpos e apontar eventuais responsabilidades no procedimento de identificação e liberação.
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