Ginecologista é preso suspeito de filmar paciente com câmera escondida em óculos

Médico alegou que utilizaria as imagens para estudar os casos clínicos com mais profundidade

Um médico ginecologista foi preso na manhã desta sexta-feira (10), após ser denunciado por supostamente gravar uma paciente sem autorização durante uma consulta realizada no bairro Vila Laura, em Salvador.

Prefeita Tânia Yoshida diz que irá lutar pelos limites territoriais e defender os interesses de Conceição do Jacuípe: ‘Não vou desistir’
Foto: Reprodução

O profissional foi identificado como Hosana Pereira de Santana. Segundo informações divulgadas inicialmente, ele realizava o atendimento na Clínica da Família, localizada na Rua Laura Costa, quando a paciente percebeu que os óculos usados pelo médico possuíam uma pequena câmera embutida.

Desconfiada do equipamento, a mulher conseguiu registrar imagens dos óculos e procurou familiares para relatar o ocorrido. A denúncia foi encaminhada às autoridades, que foram até o estabelecimento de saúde.

As informações preliminares apontam que o dispositivo teria sido utilizado para registrar imagens íntimas da paciente sem o conhecimento ou o consentimento dela. O equipamento deverá passar por perícia para identificar o conteúdo armazenado e verificar se outras consultas também foram gravadas.

Ainda conforme o relato divulgado sobre o caso, o médico teria confirmado que utilizava o equipamento. Ele alegou que as gravações seriam destinadas a estudos mais aprofundados sobre os atendimentos realizados. A justificativa apresentada também será analisada durante a investigação.

Após a ocorrência, o ginecologista foi conduzido à Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, onde funcionam serviços especializados de atendimento e investigação de casos envolvendo violência contra mulheres.

Registros profissionais disponíveis publicamente apontam que Hosana Pereira de Santana atua na área de ginecologia e obstetrícia e possui inscrição no Conselho Regional de Medicina da Bahia sob o número 10.931.

A Polícia Civil deverá apurar há quanto tempo o equipamento era utilizado, quantas gravações foram realizadas e se existem outras possíveis vítimas. Os arquivos encontrados nos óculos e em outros dispositivos eventualmente apreendidos poderão ser submetidos à perícia.

Até a publicação desta reportagem, não havia sido localizado um posicionamento público da defesa do médico, da Polícia Civil, da clínica ou do Conselho Regional de Medicina da Bahia sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações.

 

FALA GENEFAX quer ouvir você!

Viu algo importante acontecendo no seu bairro? 📷🎥
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606

Sua colaboração pode virar destaque!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Botão Voltar ao topo
Web Statistics