Xadrez político: Binho Galinha pode lançar familiar após condenação a 36 anos
Preso desde outubro de 2025, deputado do Avante enfrenta sentença pesada, mas bastidores indicam tentativa de manter força política na AL-BA.

Binho Galinha pode lançar familiar como alternativa política após ser condenado a 36 anos e 9 meses de prisão pela Justiça da Bahia. A sentença saiu nesta quinta-feira (9), em decisão da Vara Criminal de Feira de Santana, dentro do processo ligado à Operação El Patrón.
O ainda deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, está preso desde outubro de 2025. Mesmo assim, aliados avaliam que ele ainda tenta preservar influência eleitoral em Feira de Santana e na Assembleia Legislativa da Bahia.
Nos bastidores, começou a circular a possibilidade de uma candidatura da esposa, Mayana Cerqueira da Silva, ou do filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. A estratégia teria como objetivo evitar que o grupo político perca a cadeira na AL-BA.
Condenação amplia pressão sobre grupo político
A condenação complica o cenário político de Binho Galinha. A Justiça fixou pena em regime inicial fechado e decretou a prisão do sentenciado na própria sentença. Além disso, a decisão citou a gravidade das condutas e o risco à ordem pública.
O parlamentar foi condenado por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. Segundo o MP-BA, a sentença aponta que ele mantinha armas em diferentes imóveis urbanos e rurais, fora das regras de controle. A decisão também menciona armas de uso permitido e restrito, munições e equipamentos armazenados em locais não autorizados.
A defesa tentou sustentar a tese de foro por prerrogativa de função. Porém, a Justiça rejeitou o argumento ao entender que os crimes atribuídos têm caráter particular e não possuem relação direta com o mandato parlamentar.
Operação El Patrón pesa nas eleições de 2026
A Operação El Patrón virou peça central no futuro político do deputado. Segundo o MP-BA, Binho Galinha é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação na região de Feira de Santana. As investigações citam lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada e comércio ilegal de armas.
Mayana Cerqueira e João Guilherme também foram alvos de fases da operação. Ambos chegaram a ser presos, mas respondem ao processo fora da custódia do Estado.
Apesar da situação judicial, interlocutores avaliam que uma candidatura familiar poderia tentar transferir votos do deputado. Portanto, o caso entra no tabuleiro eleitoral de 2026 como um dos movimentos mais delicados da política baiana.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!
