Aécio Neves desiste de disputar a Presidência, e PSDB confirma que não terá candidato em 2026

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada pelo próprio parlamentar em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e, posteriormente, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que informou que não lançará candidato ao Palácio do Planalto neste ano.
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A legenda não detalhou os motivos que levaram à desistência do presidente nacional da sigla.
A possibilidade de uma candidatura de Aécio havia ganhado força em maio, quando o Cidadania — integrante da federação formada por PSDB, Cidadania e Solidariedade — sugeriu oficialmente seu nome para disputar a Presidência.
Além do apoio do diretório paulista do partido, a possível candidatura também recebeu manifestação favorável de Ciro Gomes, que optou por disputar o Governo do Ceará pelo PSDB após desistir da corrida presidencial.
PSDB ficará fora da disputa presidencial
Com a decisão de Aécio Neves, o PSDB confirmou que não apresentará candidato próprio à Presidência da República nas eleições de 2026.
A ausência da legenda na disputa marca uma mudança significativa para o partido, que protagonizou algumas das principais disputas presidenciais do país nas últimas décadas e esteve presente em diversos pleitos nacionais desde a redemocratização.
Trajetória política de Aécio Neves
Aécio Neves iniciou sua carreira política ao lado do avô, Tancredo Neves, atuando como assessor durante o governo de Minas Gerais e na campanha presidencial de 1985.
Ele foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 1986, sendo reeleito por quatro mandatos consecutivos. Em 2001, presidiu a Câmara dos Deputados.
Em 2002, venceu as eleições para o Governo de Minas Gerais ainda no primeiro turno e foi reeleito em 2006. Em 2010, renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, sendo eleito.
Aécio assumiu a presidência nacional do PSDB pela primeira vez em 2013.
Disputa contra Dilma Rousseff em 2014
O momento de maior projeção nacional de Aécio Neves ocorreu nas eleições presidenciais de 2014, quando foi escolhido como candidato do PSDB para enfrentar a então presidente Dilma Rousseff (PT).
Após avançar ao segundo turno, Aécio foi derrotado por Dilma em uma das eleições mais acirradas da história recente do país. A petista foi reeleita com 51,64% dos votos válidos, enquanto o tucano obteve 48,36%, somando pouco mais de 51 milhões de votos em todo o Brasil.