Prisão de Boroga: delegada destaca resposta rápida do DHPP após feminicídio de Ariane

Suspeito foi localizado em Simões Filho em menos de três horas após o crime; Polícia Civil apreendeu arma de fogo e drogas durante a abordagem.

A prisão de Boroga ocorreu em menos de três horas após o feminicídio de Ariane Silva Fonseca, de 28 anos, no Engenho Velho da Federação, em Salvador.

A delegada Zaira Pimentel, diretora do DHPP, detalhou a operação nesta quarta-feira (8), durante entrevista ao Alô Juca. Segundo ela, equipes do Serviço de Investigação em Local de Crime (Silc), da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) e do Núcleo de Inteligência iniciaram rapidamente a coleta de imagens, oitivas e levantamentos para chegar ao suspeito.

Equipes do DHPP localizaram Wendel, conhecido pelo vulgo “Boroga”, em via pública, no município de Simões Filho. De acordo com a apuração divulgada pelo Alô Juca, o suspeito tentava deixar o estado quando os policiais o encontraram.

Além disso, durante a abordagem, as equipes apreenderam uma arma de fogo e uma quantidade significativa de drogas. A Polícia Civil informou que apreendeu arma, munições e porções de cocaína com o investigado.

prisão de Boroga ocorreu em menos de três horas após o feminicídio de Ariane Silva Fonseca | Foto: Divulgação
prisão de Boroga ocorreu em menos de três horas após o feminicídio de Ariane Silva Fonseca | Foto: Divulgação

Durante a entrevista, Zaira Pimentel afirmou que a atuação integrada das equipes do DHPP garantiu a rápida localização do suspeito.

A delegada também destacou o papel da imprensa na divulgação de informações e no incentivo às denúncias anônimas pelo Disque Denúncia 181.

Segundo ela, a parceria entre Polícia Civil e veículos de comunicação ajuda a acelerar investigações e ampliar o alcance das informações de interesse público.

Segundo Zaira, todos estavam sob forte tensão por causa da prisão de um feminicida. Portanto, a delegada pediu que todos desconsiderassem qualquer excesso e reforçou que a Polícia Civil busca manter uma relação de respeito e parceria com a imprensa.

Família de Ariane agradece, mas lamenta dor irreparável

Ariane Silva Fonseca sofreu o ataque quando saía para trabalhar, na manhã desta quarta-feira (8), no bairro do Engenho Velho da Federação. Segundo o Correio, familiares relataram que ela havia encerrado o relacionamento há cerca de um mês, após sofrer agressões motivadas por ciúmes.

A Polícia Civil tratou o caso como feminicídio e iniciou diligências logo após o crime. Em nota, a corporação afirmou: “Diligências e oitivas são realizadas para identificar e localizar o autor e esclarecer completamente as circunstâncias do crime”.

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Durante o programa, familiares de Ariane agradeceram a resposta rápida da Polícia Civil. Porém, uma tia da vítima lamentou que a filha de Ariane, de apenas oito anos, terá de crescer sem a mãe.

Ela também afirmou que nenhuma prisão repara a perda da família, embora reconheça o trabalho das equipes que localizaram e prenderam o suspeito poucas horas após o feminicídio.

 

 

 

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