Operação Teia da Usura em Ponto Novo apreende mais de R$ 1 milhão em espécie

Polícia Civil cumpriu cinco mandados contra familiares investigados por extorsão, ameaças e cobrança violenta de dívidas no interior da Bahia.

Polícia apreende R$ 1 milhão em Ponto Novo

A Operação Teia da Usura em Ponto Novo apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie durante uma ação contra uma família investigada por extorsão no interior da Bahia. A Polícia Civil cumpriu os mandados na terça-feira (7) e mirou suspeitos de oferecer empréstimos informais, cobrar juros abusivos e intimidar vítimas endividadas.

Durante as buscas, os policiais apreenderam R$ 1.064.431 em dinheiro, duas armas de fogo, munições, celulares, um veículo, cheques e notas promissórias. Além disso, um jovem de 19 anos acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Todo o material recolhido passará por perícia técnica e deve fortalecer o avanço do inquérito policial.

De acordo com as investigações, o grupo familiar oferecia empréstimos sem registro formal e, depois, pressionava as vítimas para receber os valores com juros abusivos. Ainda segundo a apuração, os suspeitos usavam violência física, ameaças de morte e constrangimento para obrigar os devedores a pagar as parcelas.

Em alguns casos, as vítimas precisavam entregar bens como terrenos, veículos e outros patrimônios para quitar as dívidas. Porém, a Polícia Civil também apura situações mais graves. Em um dos episódios investigados, os suspeitos agrediram, extorquiram e ameaçaram uma vítima de morte durante a cobrança.

Suspeitos são investigados por extorsão e associação criminosa

Os integrantes da família investigada na Operação Teia da Usura em Ponto Novo são suspeitos de extorsão majorada, ameaça, lesão corporal e associação criminosa. Por outro lado, a Polícia Civil ainda deve analisar celulares, documentos, cheques e notas promissórias para identificar outras possíveis vítimas e mapear a movimentação financeira do grupo.

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A Polícia Civil da Bahia realizou a ação por meio da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Senhor do Bonfim). Portanto, as investigações seguem em andamento para esclarecer a participação de cada suspeito, a origem do dinheiro apreendido e a extensão do esquema de cobrança violenta.

 

 

 

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