Homem acusado de matar cantor de arrocha na Bahia é condenado a 15 anos de prisão

Julgamento ocorreu em Itabela e defesa informou que irá recorrer da sentença e da pena aplicada

O homem acusado de assassinar o cantor de arrocha Jô Xavier foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado nesta quarta-feira (18/6), após julgamento realizado no Fórum da Comarca de Itabela, no extremo sul da Bahia.

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Paulo César Santos, apontado como autor do crime, foi submetido a júri popular que teve início por volta das 9h e foi encerrado aproximadamente às 19h. Após a decisão, o advogado de defesa do réu, Rafael Rosa, informou que pretende recorrer tanto da condenação quanto da pena fixada pela Justiça.

O assassinato do cantor Josemar Xavier Pereira, conhecido artisticamente como Jô Xavier, aconteceu no dia 27 de abril de 2025, no bairro Bandeirantes, em Itabela.

De acordo com relatos de testemunhas, a vítima, de 38 anos, e o suspeito se envolveram em uma discussão momentos antes do crime. Na época, Paulo César Santos atuava como guarda municipal no município.

As investigações apontaram que o desentendimento teria sido motivado por questões pessoais envolvendo a ex-companheira do acusado, que mantinha um relacionamento com o cantor.

Segundo a apuração policial, durante a discussão, Paulo César efetuou disparos contra Jô Xavier, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Acusado ficou foragido por quase um mês

Após o crime, Paulo César fugiu e passou a ser considerado foragido da Justiça. Ele permaneceu desaparecido por quase um mês, até ser localizado e preso no Espírito Santo durante uma operação policial.

O caso teve grande repercussão em Itabela e cidades da região, onde Jô Xavier era bastante conhecido por suas apresentações em bares, eventos e estabelecimentos comerciais.

A morte do artista provocou forte comoção entre familiares, amigos e admiradores. Na ocasião, a Prefeitura de Itabela divulgou uma nota lamentando o ocorrido e ressaltando que o caso não representava a conduta institucional da Guarda Municipal.

Paulo César Santos atuou na corporação por 16 anos e teve suas atividades suspensas após ser apontado como autor do homicídio.

Com a condenação em primeira instância, o réu deverá cumprir pena de 15 anos de prisão em regime fechado, embora a defesa já tenha anunciado que buscará reverter a decisão por meio de recursos judiciais.

 

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