Advogada Joyce Couto orienta trabalhadores sobre benefícios do INSS e planejamento para aposentadoria

No Café com Genefax, previdenciarista falou sobre segurados especiais, direitos de marisqueiras, pescadores e agricultores

A advogada previdenciarista Joyce Couto participou, nesta quinta-feira (11/6), do Café com Genefax e compartilhou sua trajetória profissional, além de esclarecer dúvidas sobre os direitos previdenciários de marisqueiras, pescadores artesanais, agricultores e trabalhadores urbanos.

Durante a conversa, ela reforçou que muitos brasileiros deixam de acessar benefícios por falta de informação e destacou que a negativa do INSS não significa o fim do processo.

Neta de Emanuel Madureira Couto, primeiro prefeito de Conceição do Jacuípe, Joyce afirmou que carrega a influência da família, mas construiu sua própria história por meio da advocacia e do contato direto com as comunidades.

Foto: FALA GENEFAX

“Eu escolhi uma área onde consigo ajudar as pessoas e viver daquilo com dedicação e honestidade. Meu avô me espelhou e me inspira até hoje”, declarou.

Direito previdenciário como missão

Joyce contou que a identificação com o Direito Previdenciário surgiu ainda durante o estágio no escritório da família. Ela percebeu que muitas pessoas chegavam desacreditadas após terem benefícios negados pelo INSS.

“Eu falei: preciso ajudar e orientar essas pessoas de que existem meios e que é possível, sim, ter a dignidade reconhecida depois de tantos anos de trabalho”, afirmou.

Foto: FALA GENEFAX

A advogada destacou que sua motivação vai além do exercício da profissão.

“Trabalho por amor. O dinheiro é uma consequência. Meu objetivo é estar onde as pessoas precisam.”

Atendimento próximo das comunidades

Um dos diferenciais do trabalho desenvolvido por Joyce é levar atendimento para localidades onde há dificuldade de acesso aos serviços previdenciários. Ela explicou que muitos trabalhadores deixam de procurar seus direitos por não terem condições financeiras de se deslocar.

“Identifiquei que existia essa dificuldade financeira. Então escolhi atuar em cidades onde consigo facilitar tanto o meu trabalho quanto a vida dessas pessoas, levando esperança para que elas tenham sua dignidade reconhecida”, disse.

Foto: FALA GENEFAX

Quem são os segurados especiais?

Durante a entrevista, Joyce esclareceu que marisqueiras, pescadores artesanais e agricultores familiares fazem parte da categoria dos segurados especiais da Previdência Social.

A principal diferença em relação ao trabalhador urbano está na forma de comprovação.

“O segurado urbano precisa contribuir. O segurado especial precisa comprovar. É diferente de pagar”, explicou.

Segundo ela, apesar dessa diferença na comprovação, os segurados especiais têm acesso a diversos direitos previdenciários.

Benefícios garantidos

Entre os principais benefícios disponíveis para segurados especiais estão aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, pensão por morte para dependentes, salário-maternidade e seguro-defeso, no caso de pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida.

De acordo com a advogada, muitos trabalhadores deixam de acessar esses direitos por falta de orientação adequada.

Foto: FALA GENEFAX

Negativa do INSS não encerra o direito

Joyce também fez questão de desmistificar uma das principais preocupações dos segurados: o indeferimento do benefício pelo INSS.

“O indeferimento não é o fim do mundo. O Judiciário está aí, e um profissional especializado pode identificar se o melhor caminho é um novo processo administrativo ou a judicialização”, explicou.

Ela ainda alertou para a importância de procurar um advogado especializado.

“Existe médico clínico, ortopedista, oftalmologista. Com o advogado é a mesma coisa. O previdenciarista conhece o caminho adequado para cada situação.”

Planejamento previdenciário evita prejuízos

Outro ponto abordado foi a necessidade do planejamento previdenciário para trabalhadores urbanos. Segundo Joyce, a análise antecipada do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) permite identificar falhas que podem impedir uma futura aposentadoria.

“É possível arrumar a casa antes que o problema apareça. A pessoa consegue saber quando poderá se aposentar e ter uma estimativa do valor do benefício”, explicou.

Ela lembrou que erros em vínculos empregatícios, especialmente em municípios pequenos, são mais comuns do que muitos imaginam.

Foto: FALA GENEFAX

Trajetória marcada por gestão, maternidade e dedicação

Além da atuação jurídica, Joyce conciliou maternidade, gestão de escritórios e a escrita do livro “Mulheres de Negócio na Advocacia”, obra voltada para gestão empresarial na advocacia.

A advogada também levou sua experiência para eventos internacionais. Em Punta del Este, no Uruguai, a pauta apresentada foi a sua trajetória como CEO de dois escritórios físicos, administrando uma rotina de deslocamentos de cerca de 200 km de distância, com equipe enxuta e uma atuação consolidada ao longo de sete anos.

A experiência mostrou como Joyce conseguiu transformar a advocacia previdenciária em um negócio estruturado, sem perder o atendimento humanizado e a proximidade com trabalhadores que vivem da terra, do mar e do trabalho urbano.

Para Joyce Couto, o maior legado que pretende deixar é ser lembrada como alguém que ajudou pessoas a recuperarem direitos que acreditavam ter perdido.

“Espero que lembrem de mim como alguém que transformou vidas e conseguiu aquilo que muitos já tinham desistido de buscar.”

ASSISTA

FALA GENEFAX quer ouvir você!

Viu algo importante acontecendo no seu bairro? 📷🎥
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606

Sua colaboração pode virar destaque!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Botão Voltar ao topo
Web Statistics