Guerra de facções em Maragogipe provoca êxodo silencioso no bairro do Cruzeiro

Moradores relatam medo, casas abandonadas e falta de ações efetivas do poder público diante do avanço da criminalidade.

A guerra de facções em Maragogipe transformou o bairro do Cruzeiro, na sede do município, em um cenário de medo e abandono.

Segundo relatos colhidos pelo Informe Baiano sob anonimato, moradores e ex-moradores deixaram suas casas por causa dos confrontos armados entre integrantes do Bonde do Maluco (BDM) e da Katiara.

Além disso, diversas residências permanecem fechadas, deterioradas ou abertas pela ação do tempo. Dentro delas, famílias deixaram móveis, eletrodomésticos, roupas e parte da própria história. De acordo com os relatos, o BDM expulsou rivais da área e passou a controlar o território.

Desde então, tiros, ameaças e pichações ligadas ao grupo passaram a marcar a rotina da comunidade.

Moradores cobram presença do Estado em áreas dominadas

Enquanto a guerra de facções em Maragogipe avança, moradores reclamam da ausência de ações efetivas do poder público.

Eles apontam falta de projetos sociais, poucas oportunidades para jovens e dificuldade para recuperar áreas tomadas pela criminalidade. Nas paredes de imóveis abandonados, pichações fazem referência ao BDM e a lideranças criminosas conhecidas por apelidos.

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Além disso, policiais militares que atuam na região enfrentam limitações por causa do efetivo reduzido e da extensão territorial. O problema também aparece em outras comunidades, como Capanema, onde casas vazias e muros marcados por facções repetem o mesmo cenário.

Portanto, o Cruzeiro virou símbolo de um êxodo silencioso provocado pela violência e pela disputa entre grupos criminosos.

 

 

 

 

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