Brasileira relata horror nos EUA e acusa marido de dopá-la, abusá-la e vender imagens na internet

Aline Alves da Silva, de 38 anos, afirma ter sido vítima do próprio ex-marido e de familiares dele

A cabeleireira Aline Alves da Silva, de 38 anos, denunciou ter vivido uma série de violências durante o período em que morou nos Estados Unidos com o ex-marido. A brasileira afirma que foi vítima de violência sexual, exposição de imagens íntimas sem consentimento e exploração por parte do homem e de familiares dele.

Segundo relato de Aline ao portal A TARDE, os crimes teriam ocorrido durante três anos de relacionamento. Ela afirma que passou a apresentar problemas de saúde, episódios de mal-estar e perda de consciência parcial pouco tempo depois de iniciar a convivência com o então companheiro.

Aline, que é mãe de três filhos, viveu por sete anos nos Estados Unidos e retornou ao Brasil há pouco mais de cinco meses. Atualmente, mora em São Paulo e busca que o caso seja investigado pelas autoridades competentes.

De acordo com a cabeleireira, após deixar a casa onde morava com o ex-marido, ela teria descoberto que era vítima de abusos e que imagens íntimas suas teriam sido divulgadas e comercializadas na internet sem autorização.

brasileira denuncia violência sexual nos EUA
Foto: Reprodução Redes Sociais

A brasileira afirma que procurou autoridades americanas e também buscou apoio no consulado brasileiro e no Itamaraty. No entanto, ela diz não ter recebido a assistência esperada. De volta ao Brasil, Aline registrou ocorrência na Polícia Civil, e o caso teria sido encaminhado à Polícia Federal.

Ainda segundo Aline, o ex-marido continua vivendo nos Estados Unidos e teria tentado intimidá-la mesmo após as denúncias. Ela também relata invasões a perfis nas redes sociais onde passou a expor sua história e cobrar providências.

O caso reacende o alerta sobre crimes digitais contra mulheres, especialmente a divulgação de imagens íntimas sem consentimento, prática que pode causar graves danos emocionais, familiares e profissionais às vítimas.

A reportagem também chama atenção para a existência de grupos clandestinos na internet usados para exposição e compartilhamento de imagens de mulheres sem autorização. Especialistas reforçam que esse tipo de conduta deve ser denunciado e investigado.

No Brasil, a divulgação de imagens íntimas sem consentimento é crime previsto no Código Penal. A Lei nº 13.718/2018 passou a punir a divulgação, venda, transmissão ou compartilhamento de registros íntimos sem autorização da vítima.

O caso segue em busca de apuração oficial. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados e das autoridades responsáveis pela investigação.

 

 

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