Ex-vereadora Léo Kret é alvo de operação do MPBA por supostos desvios de verbas públicas
Operação Sponsor apura peculato, fraudes em licitações e desvio de mais de R$ 1,1 milhão em recursos públicos destinados a eventos culturais e ações da diversidade

O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26/5), a “Operação Sponsor”, que investiga crimes de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.
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Entre os investigados está a ex-vereadora e atual diretora-geral da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Leo Kret (PDT). Segundo informações apuradas, ela foi afastada do cargo por determinação da Justiça durante o cumprimento da operação.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e imóveis ligados a cinco pessoas investigadas, entre elas servidores da Prefeitura de Salvador. Apesar da operação, não houve prisões.
A Justiça também determinou o afastamento do presidente da associação investigada e de duas servidoras municipais suspeitas de envolvimento no esquema. Os nomes dos demais investigados não foram divulgados oficialmente.
Investigação aponta desvio de mais de R$ 1,1 milhão
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa.
Também participaram da ação a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTI+, a Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati) e a Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento de Apoio Operacional (CPAp).
Segundo as investigações, os recursos públicos deveriam ser utilizados no patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+, mas teriam sido desviados por meio de uma associação considerada de fachada pelo Ministério Público.
Conforme apurado pelos promotores, a entidade investigada recebeu mais de R$ 1,1 milhão da Prefeitura de Salvador. Parte desse valor, segundo o MPBA, teria beneficiado integrantes da própria associação.
Os recursos deveriam financiar eventos em 57 bairros da capital baiana, além de apoiar 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.
Denúncias partiram de integrantes da comunidade LGBTI+
As investigações tiveram início após o Ministério Público receber denúncias, documentos e relatos apresentados por organizadores de eventos e representantes da comunidade LGBTI+.
As informações apontavam possíveis irregularidades na destinação de verbas públicas destinadas ao projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”, realizado em Salvador.
O MPBA informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos.
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