Chefe do PCC solto por desembargador é preso na Bolívia após 6 anos foragido

Apontado como um dos chefes do PCC, traficante foi capturado em operação conjunta entre a Polícia Federal e forças bolivianas em Santa Cruz de La Sierra.

Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, foi preso nesta terça-feira (26/5) durante uma operação da força especial de combate ao narcotráfico da Bolívia, na região de Santa Cruz de La Sierra. Foragido da Justiça brasileira há seis anos, ele estava na lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

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A prisão ocorreu em uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a polícia boliviana especializada no combate ao narcotráfico. Segundo informações apuradas, a expectativa das autoridades é de que Palermo seja expulso da Bolívia para responder pelos crimes no Brasil.

O traficante havia deixado o presídio de segurança máxima de Campo Grande em abril de 2020, após conseguir prisão domiciliar por meio de um habeas corpus concedido durante plantão judicial.

A decisão foi assinada pelo então desembargador Divoncir Maran e autorizava que Palermo cumprisse pena em casa com monitoramento eletrônico. No entanto, cerca de cinco horas após deixar o presídio, o criminoso rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.

O caso voltou a ganhar repercussão nacional após o programa Fantástico exibir uma reportagem mostrando os bastidores da soltura do traficante e detalhes da decisão judicial que permitiu sua saída da prisão.

Em fevereiro de 2026, o Conselho Nacional de Justiça puniu Divoncir Maran com aposentadoria compulsória pela autorização da prisão domiciliar concedida ao traficante.

Histórico criminal de Gerson Palermo

O histórico criminal de Gerson Palermo inclui participação em assaltos, sequestro de aeronave e tráfico internacional de drogas.

Em agosto de 2000, ele participou do sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp. A aeronave saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomada por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem.

O avião foi obrigado a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, onde a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil contendo cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão.

Operação All In e tráfico internacional

Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In para desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas liderado por Palermo e outros criminosos.

Segundo as investigações, carregamentos de cocaína saíam da Bolívia em aeronaves até Corumbá e depois eram transportados em caminhões para outros estados brasileiros.

A operação ocorreu em seis estados e resultou na apreensão de 810 quilos de cocaína. Pelos crimes de tráfico internacional e associação para o tráfico, Palermo recebeu mais 59 anos de prisão.

Somadas, as condenações do traficante chegam a quase 126 anos de prisão.

 

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