Edema na panturrilha: entenda lesão que deve afastar Neymar dos gramados até a Copa do Mundo

O atacante Neymar deve ficar fora dos gramados até a disputa da Copa do Mundo após ser diagnosticado com um edema na panturrilha direita. Apesar de ter sido convocado para o Mundial, o jogador apresentou o problema físico durante a partida do Santos contra o Coritiba, no último domingo (17/5), e agora seguirá tratamento no CT Rei Pelé com acompanhamento da CBF.
O edema muscular é caracterizado pelo acúmulo de líquido em determinada região do corpo, geralmente causado por inflamação após sobrecarga, trauma ou pequenas lesões musculares. No futebol, a panturrilha é uma das áreas mais afetadas por conta da exigência física intensa e dos movimentos explosivos realizados pelos atletas.
Segundo o médico ortopedista e especialista em trauma esportivo Eduardo Ramalho, o edema nem sempre indica uma lesão grave, mas serve como alerta para a necessidade de recuperação adequada.
“Há um processo inflamatório dentro da musculatura, geralmente causado por sobrecarga, trauma ou uma pequena lesão muscular”, explicou o especialista.
Ainda de acordo com o ortopedista, termos como “edema”, “desconforto” e “sobrecarga” costumam ser utilizados inicialmente pelos clubes antes da definição exata do grau da lesão.
O histórico recente de lesões de Neymar também influencia no quadro atual. O jogador passou longos períodos afastado dos gramados nos últimos anos por conta de cirurgias e problemas físicos, o que pode impactar diretamente o condicionamento muscular e a capacidade do corpo de suportar grandes cargas de esforço.
Entre os sintomas mais comuns do edema muscular estão dor localizada, sensação de endurecimento na musculatura, perda de potência e dificuldade para acelerar durante corridas. Em casos mais graves, o atleta pode apresentar limitação de movimentos, dificuldade para apoiar o pé e até hematomas na região afetada.
O tratamento varia conforme a gravidade do problema, mas normalmente envolve repouso, aplicação de gelo e sessões de fisioterapia. Nos casos leves, a recuperação pode acontecer em poucos dias. Já pequenas lesões musculares costumam exigir algumas semanas de tratamento.
“O mais importante é que o atleta não volte apenas sem dor, mas com capacidade muscular suficiente para suportar a intensidade do jogo. A panturrilha é uma região com alto risco de nova lesão quando o retorno acontece cedo demais”, alerta o ortopedista.
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