OMS confirma oito casos de hantavírus em surto registrado em navio

A Organização Mundial da Saúde confirmou que subiu para oito o número de casos de hantavírus relacionados ao surto identificado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. Todos os casos confirmados são da cepa Andes, considerada a única variante do vírus com capacidade de transmissão entre pessoas.

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Segundo a entidade, até a quarta-feira (13/5), foram registrados 11 casos no total, sendo oito confirmados, um inconclusivo e dois considerados prováveis. O surto também já resultou em três mortes — duas confirmadas e uma provável.

Desde a divulgação do último boletim epidemiológico, publicada no dia 8, dois novos casos confirmados e um caso inconclusivo foram identificados entre passageiros da embarcação.

A OMS informou que um dos pacientes foi diagnosticado na França após apresentar sintomas durante o processo de repatriação. Outro caso foi identificado na Espanha, onde o passageiro testou positivo ao chegar ao país, embora permaneça sem sintomas. Já um terceiro paciente, repatriado para os Estados Unidos, apresentou resultado laboratorial inconclusivo e segue sendo submetido a novos exames. Assim como o caso registrado na Espanha, ele também não apresenta sintomas.

De acordo com a organização, todos os casos confirmados laboratorialmente envolvem passageiros do navio MV Hondius infectados pela cepa Andes do hantavírus.

A principal hipótese investigada pelas autoridades de saúde é de que o primeiro caso tenha contraído a doença antes do embarque, durante exposição em terra firme. As investigações seguem em andamento em parceria com autoridades da Argentina e do Chile para esclarecer a origem do surto e as circunstâncias da transmissão.

A OMS destacou ainda que as evidências atuais apontam para uma possível transmissão de pessoa para pessoa dentro do navio. A suspeita é reforçada por análises preliminares das sequências genéticas do vírus, que mostraram alta similaridade entre os diferentes casos identificados.

O controle do surto está sendo realizado por meio de uma operação internacional coordenada, que inclui investigação epidemiológica, isolamento dos pacientes, tratamento clínico, evacuações médicas, exames laboratoriais, rastreamento de contatos, quarentena e monitoramento dos envolvidos.

 

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