Mitos e verdades sobre o uso do preservativo: camisinha reduz o prazer?

Apesar de 59% dos brasileiros relatarem não usar camisinha, especialistas afirmam que a ideia de perda de sensibilidade é um mito

Ainda é comum ouvir que o uso de preservativo estaria associado à perda de sensibilidade ou à diminuição do prazer. A crença, no entanto, é tratada por especialistas em saúde íntima como um mito que pode colocar a saúde em risco.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que 59% dos brasileiros com 18 anos ou mais que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores à entrevista relataram não ter usado preservativo nenhuma vez. Apenas 22,8% afirmaram usar camisinha em todas as relações.

Vereador Pipe de Jojó fala sobre mandato e compromisso com Amélia Rodrigues: ‘cuidar de gente é minha marca’

De acordo com o Ministério da Saúde, a camisinha é o método mais conhecido, acessível e eficaz para prevenir o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia e alguns tipos de hepatites. O preservativo também ajuda a evitar gravidez não planejada.

A médica Larissa Cassiano, parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar responsável por marcas como Prudence, explica que a ideia de que a camisinha reduz o prazer não deve ser vista como regra.

“Hoje existem preservativos com diferentes texturas, espessuras e estímulos sensoriais que contribuem para o prazer. A ideia de que o uso reduz a sensibilidade não é uma regra e pode estar mais ligada à escolha do produto ou ao uso incorreto”, afirma.

Para ampliar a adesão, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição gratuita de novos modelos de preservativos no SUS, incluindo versões texturizadas e mais finas, além do modelo tradicional. A proposta é tornar o uso mais confortável, atrativo e adequado às diferentes preferências da população.

Especialistas destacam ainda que a segurança durante a relação pode reduzir a ansiedade e favorecer uma experiência mais tranquila. Para Larissa Cassiano, o preservativo deve ser encarado como um aliado.

“O preservativo deve ser visto como um aliado, não como um impedimento. Ele permite que as pessoas vivam sua sexualidade com mais liberdade, responsabilidade e tranquilidade”, reforça.

A orientação dos profissionais de saúde é que o cuidado com a saúde sexual faça parte da rotina. Preservativos são distribuídos gratuitamente em unidades públicas de saúde, sem exigência de documentos e sem restrição de quantidade, conforme o Ministério da Saúde.

FALA GENEFAX quer ouvir você!

Viu algo importante acontecendo no seu bairro? 📷🎥
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606

Sua colaboração pode virar destaque!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Botão Voltar ao topo
Web Statistics