Alvos de operação contra o CV no Vidigal são foragidos da Bahia

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada na manhã desta segunda-feira (20/4) na comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, tem como objetivo capturar 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis na Bahia.
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A fuga ocorreu em dezembro de 2024. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, os foragidos estariam desde então escondidos no Rio de Janeiro, sob proteção da facção criminosa Comando Vermelho.
Entre os principais alvos está Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como “Dada”, apontado como chefe do tráfico na região de Caraíva, distrito turístico de Porto Seguro. Segundo as investigações, mesmo foragido, ele continua coordenando atividades criminosas à distância, mantendo influência sobre o tráfico de drogas e outros delitos na Bahia.
Outro nome procurado é Wallas Souza Soares, o “Patola”, suspeito de atuar como um dos líderes da facção ao lado de Dada. Ele não estava entre os presos que fugiram do presídio, mas também é alvo da operação.
A ação policial provocou intenso confronto armado no Vidigal. Durante o tiroteio, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus e contêineres, dificultando o acesso à região. No Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram temporariamente isolados, sem conseguir deixar o local.
Até a última atualização, uma mulher havia sido presa: Núbia Santos de Oliveira, apontada como companheira de Wallas. Segundo a investigação, ela teria participação em um esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa.
As apurações indicam que, após a fuga, Dada se escondeu na comunidade da Rocinha, no bairro de São Conrado. Nos últimos dias, ele teria se deslocado para o Vidigal, onde alugou uma casa e promoveu um encontro com familiares e conhecidos. A movimentação foi monitorada pelo Ministério Público da Bahia, o que contribuiu para a deflagração da operação.
Além de Dada, também estão na lista de procurados outros integrantes do grupo, apontados como participantes ou lideranças da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis, entre eles Sirlon Risério Dias Silva, o “Saguin”, e Altieri Amaral de Araújo, o “Leleu”, além de outros suspeitos identificados pelas autoridades.