MC Ryan SP e MC Poze do Rodo são presos em megaoperação da PF

Operação Narcofluxo investiga organização criminosa suspeita de movimentar bilhões por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15/4), a Operação Narcofluxo, que tem como alvo uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em esquemas de lavagem de dinheiro e transações ilegais.

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Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores digitais. Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, foi detido durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. A defesa dele não foi localizada.

Já Marlon Brandon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, de 27 anos, foi preso em sua residência, em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em nota, a defesa afirmou que desconhece o teor do mandado de prisão e que irá se manifestar na Justiça após acesso aos autos.

Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo – Foto: Divulgação/PF

Segundo as investigações, o grupo utilizava mecanismos para ocultar a origem ilícita dos recursos, incluindo movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptoativos.

Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. As ações ocorrem em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

Também foi determinado o bloqueio de bens dos investigados. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e armas. Um dos itens encontrados foi um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações continuam.

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