Mulher desaparece após fugir de hospital em Alagoinhas
Bahia lidera desaparecimentos no Nordeste

Uma mulher identificada como Rozana Pinheiro, de 40 anos, está desaparecida após fugir do Hospital Regional Dantas Bião, em Alagoinhas, na madrugada do dia 10 de abril de 2026. O caso mobiliza familiares e autoridades e chama atenção de um cenário alarmante de desaparecimentos na Bahia.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, Rozana deu entrada na unidade de saúde na noite anterior, mas deixou o local por volta das 2h da madrugada, após receber atendimento médico. Desde então, não há informações sobre o seu paradeiro.
Segundo familiares, Rozana reside no município de Aramari e enfrenta problemas mentais, o que aumenta ainda mais a preocupação de parentes e amigos em relação ao seu desaparecimento.
Familiares ainda informaram que buscas foram realizadas ainda nas dependências do hospital, sem sucesso. A mulher não foi mais vista e segue desaparecida até o momento.
Rozana tem aproximadamente 1,55m de altura, pele negra, cabelos crespos curtos e, no momento do desaparecimento, vestia um vestido verde com bolinhas brancas. Informações podem ser repassadas através do telefone (75) 98160-9461.
Bahia lidera desaparecimentos no Nordeste
O caso acontece em meio a um cenário preocupante no estado. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) apontam que a Bahia registrou 633 pessoas desaparecidas apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, mantendo a liderança no Nordeste pelo quinto ano consecutivo.
Os números mostram uma tendência de crescimento: foram 538 casos em 2022, 587 em 2023, 638 em 2024 e 689 no ano passado. A média dos últimos cinco anos chega a 617 desaparecimentos apenas no primeiro bimestre.
Apesar dos altos índices, o número de pessoas localizadas ainda é baixo. A Bahia apresenta média de 140 registros de localização, ficando atrás de estados como Ceará e Pernambuco, que possuem índices mais eficientes de resolução.
Um drama silencioso
Os desaparecimentos envolvem diferentes causas, desde conflitos familiares e transtornos psicológicos até situações mais graves relacionadas à violência urbana.
Para especialistas, a falta de respostas rápidas e de integração entre os órgãos de segurança agrava o sofrimento das famílias, que convivem com a incerteza — muitas vezes por tempo indeterminado.
Enquanto isso, casos como o de Rozana reforçam a urgência de políticas públicas mais eficazes para prevenir desaparecimentos e agilizar as buscas, evitando que mais famílias vivam o drama de não saber onde estão
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