Amado Batista e BYD entram na ‘lista suja’ do trabalho escravo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”. A nova versão inclui 169 empregadores, elevando o total para 613 nomes.
Coopercar Store abre vagas de emprego em Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus
O documento é divulgado semestralmente e tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo, que envolvem órgãos como Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), Polícia Federal (PF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública da União (DPU). A inclusão ocorre apenas após a conclusão de processo administrativo, e os nomes permanecem na lista por até dois anos — prazo que pode ser reduzido mediante acordo de regularização com o MTE.
Entre os novos incluídos está o cantor Amado Batista, autuado duas vezes em 2025, nos meses de agosto e novembro, em Goianápolis (GO). Um dos casos envolve o Sítio Esperança, com dez trabalhadores, e o outro, o Sítio Recanto da Mata, com quatro.
A montadora chinesa BYD também passou a integrar o cadastro. O caso remonta a dezembro de 2024, quando o MPT resgatou 163 trabalhadores chineses em condições degradantes em um canteiro de obras em Camaçari (BA), na Região Metropolitana de Salvador. Os operários atuavam para a empresa Jinjiang, terceirizada responsável por obras da primeira fábrica da BYD no Brasil.
Na ocasião, alojamentos e áreas do canteiro foram interditados. A BYD informou que rompeu o contrato com a terceirizada e afirmou colaborar com as investigações.
Procurada, a assessoria de Amado Batista afirmou que não houve resgate de trabalhadores em suas propriedades e que todos os funcionários seguem em atividade. Segundo a nota, uma fiscalização identificou irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada em uma fazenda arrendada pelo artista.
Ainda de acordo com a assessoria, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT, com quitação das obrigações trabalhistas. Sobre o outro caso, envolvendo dez trabalhadores, a equipe do cantor afirmou apenas que “não existe”.
A BYD não se manifestou até a publicação desta matéria.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!