Patrão é condenado após mandar funcionário com salário atrasado “fazer o L e pedir ao Lula”

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação de um empresário do setor farmacêutico do Ceará ao pagamento de verbas trabalhistas e indenização de R$ 10 mil por danos morais a um ex-funcionário que sofreu assédio por motivos políticos no ambiente de trabalho.

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De acordo com o processo, o trabalhador relatou que, ao cobrar salários atrasados, era alvo de comentários depreciativos por parte do empregador, que associava sua situação financeira ao fato de ele ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as declarações, o patrão chegou a afirmar que o funcionário deveria “fazer o L e pedir ao Lula”, além de considerar “merecido” um assalto sofrido pelo filho do empregado.

A ação teve início na Vara do Trabalho de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Embora o trabalhador não tenha apresentado provas documentais do assédio, o próprio empresário confirmou em depoimento que fazia comentários políticos depreciativos.Buy Jannah Theme

Para a Justiça, a conduta caracteriza violação à dignidade da pessoa humana, à isonomia e à liberdade de convicção política. Na sentença de primeira instância, proferida em maio de 2025, o valor da causa foi fixado em R$ 201 mil, incluindo verbas como aviso prévio indenizado, salários atrasados, 13º, férias, horas extras e FGTS com multa de 40%.

O empresário recorreu, mas a decisão foi mantida por unanimidade pela 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região. Em novo recurso ao TST, a ministra relatora negou o pedido, mantendo a condenação e fixando a indenização por danos morais em R$ 10 mil.

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