Reviravolta: TJ-BA anula condenação de homem que matou jovem em Amélia Rodrigues
Joildo Gomes Franco havia sido sentenciado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Andressa Conceição.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) anulou a condenação de Joildo Gomes Franco, que havia sido sentenciado, em agosto de 2025, a 20 anos de prisão pelo homicídio brutal da jovem Andressa Conceição. O crime ocorreu no município de Amélia Rodrigues. Com a decisão, a Justiça determinou a soltura imediata do acusado, que aguardará um novo julgamento em liberdade.
Entenda o caso e a anulação
O assassinato aconteceu em 28 de outubro de 2018. Segundo as investigações, a vítima foi morta com cinco tiros na cabeça e coronhadas. A motivação estaria ligada a uma suposta desobediência a um “toque de recolher” imposto na cidade. Todo o crime foi filmado na época.
A anulação da sentença de 20 anos ocorreu porque a corte estadual acolheu o recurso da defesa. O argumento central é a inimputabilidade do réu: a defesa comprovou que, devido a transtornos mentais, Joildo era incapaz de entender o caráter ilícito dos seus atos no momento em que cometeu o assassinato.

Laudos comprovam condição mental
A defesa, representada pelos advogados Armênio Seixas e Gabriel Neves, ressalta que não nega a autoria do crime, mas exige que o Código Penal seja respeitado.
Provas técnicas: Três laudos médicos independentes (realizados em Salvador, Iaçu e Feira de Santana) atestaram a insanidade mental do réu.
Segundo o advogado Armênio Seixas, a anulação ocorreu porque o primeiro conselho de sentença (os jurados) ignorou essas provas técnicas, optando por punir o réu pelas regras normais, o que contraria a legislação para pessoas com essas condições psiquiátricas.
Próximos passos: Novo julgamento em outra cidade
É importante destacar que a anulação e a soltura não significam que o réu foi considerado inocente. O processo segue em andamento e ele enfrentará um novo Tribunal do Júri.
Como estratégia para o próximo julgamento, a defesa informou que solicitará o desaforamento do processo. Isso significa pedir à Justiça que o novo júri seja transferido de Amélia Rodrigues para outra comarca (como Salvador ou Feira de Santana). O objetivo é garantir um julgamento imparcial, longe da comoção e da repercussão que o crime gerou na população local. Novos exames psiquiátricos também serão anexados ao processo.
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É uma morosidade terrível,essa justiça do Brasil,meu irmão Antônio Raimundo tinha CID f20,paciente psiquiátrico, com prontuário no caps,morreu todo QUIMADO NO HGE,por negligência os operadores da rede em Amélia Rodrigues, em 15/08/2022 até hoje não houve punição dos culpados.
Vai chegar um tempo que nós mesmo vamos fazer justiça com as próprias mãos porque a justiça no Brasil não funciona
Isso é vergonhoso ,um crime q parou a Bahia q chocou as tds .Cm pode deixar um mostro desse livre ?
Ele sabia muito bem o q tava fazendo,maluco ele não é e nunca foi
Pensa nos pais dessa jovem em ver isso.
#prisaonele.