Justiça condena três envolvidos na morte de Sara Freitas após júri popular; penas variam de 28 a 34 anos de prisão

Os três homens acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas foram condenados após julgamento em júri popular realizado no Fórum Criminal de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A sessão teve duração de dois dias e foi encerrada na quarta-feira (25/3).
Garanta sua vaga! Treinão da Avanza une esporte e solidariedade em Conceição do Jacuípe
Os réus foram considerados culpados por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento e promessa de recompensa, além do uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
As penas estabelecidas foram:
- Ederlan Santos Mariano: 34 anos e cinco meses de prisão;
- Victor Gabriel Oliveira Neves: 33 anos e dois meses;
- Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque: 28 anos e seis meses.
No caso de Weslen, a pena foi reduzida devido à confissão apresentada durante o julgamento.
Inicialmente, o júri estava marcado para novembro de 2025, mas precisou ser adiado após os advogados dos acusados abandonarem o plenário, alegando falta de segurança. A Justiça considerou a atitude irregular e remarcou o julgamento para o mesmo local.
O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023. Em abril de 2025, um quarto envolvido, o ex-motorista por aplicativo Gideão Duarte de Lima, já havia sido condenado a 20 anos e quatro meses de prisão por levar a vítima até o local do assassinato.
De acordo com as investigações, Ederlan Mariano, marido da cantora, foi apontado como mandante do crime. Gideão teria feito o transporte da vítima, Victor Gabriel a imobilizou e Weslen Pablo executou o assassinato.
O Ministério Público da Bahia sustentou que o crime foi cometido de forma premeditada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, além de ocultação de cadáver e associação criminosa. Os acusados confessaram ter dividido R$ 2 mil pagos para a execução.
Sara Freitas foi encontrada morta no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, após ficar desaparecida por quatro dias. Segundo familiares, ela vivia um relacionamento conturbado e planejava deixar o marido, principal acusado de encomendar o crime.
FALA GENEFAX quer ouvir você!
Viu algo importante acontecendo no seu bairro?
Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 99190-1606
Sua colaboração pode virar destaque!
Justiça feita que pena que não irão cumprir esses anos desgraçados