Minha Casa, Minha Vida amplia renda para até R$ 13 mil e eleva teto de imóveis para R$ 600 mil

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve alcançar mais famílias em 2026 com a ampliação dos limites de renda e dos valores de financiamento. As novas regras foram aprovadas nesta terça-feira (24) pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ainda precisam ser publicadas no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.
Novos limites de renda
Os tetos de renda mensal foram reajustados em todas as faixas do programa:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
Além disso, famílias da Faixa 1 com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200 passam a contar com juros reduzidos, de 4,50% ao ano — abaixo da taxa anterior, de 4,75%.
Imóveis com valores maiores
Também houve aumento no limite de financiamento para as faixas de renda mais altas:
- Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
- Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil
Mais famílias beneficiadas
Segundo o governo federal, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa habitacional:
- 87,5 mil famílias terão acesso a juros menores
- 31,3 mil novas famílias entrarão na Faixa 3
- 8,2 mil famílias serão incluídas na Faixa 4
Recursos e impacto
A ampliação será viabilizada com cerca de R$ 31 bilhões do Fundo Social, com previsão de uso a partir do segundo semestre.
A equipe técnica estima um impacto de:
- R$ 500 milhões em subsídios
- R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional
A medida busca facilitar o acesso à casa própria, especialmente para a classe média, diante do cenário de juros elevados e da redução de recursos da poupança.
FGTS também terá novas ações
O conselho aprovou ainda a retomada do FGTS-Saúde, voltado a entidades filantrópicas que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS). As novas regras ampliam os prazos de financiamento:
- até 15 anos para reestruturação financeira
- até 20 anos para compra de equipamentos
- até 30 anos para obras em unidades de saúde
A proposta, no entanto, enfrentou resistência de representantes do setor privado. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) votou contra o uso de recursos do FGTS para esse tipo de finalidade.
Também foi aprovada a inclusão de mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).
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