Vereador é investigado por assédio sexual contra adolescente de 13 anos

João Batista Alves Neto (MDB), conhecido como Dão, foi denunciado por agarrar e tentar beijar a menor à força.

Um grave caso de assédio envolvendo uma figura pública está abalando o município de Mulungu do Morro, na região centro-norte da Bahia. O vereador e servidor público João Batista Alves Neto (MDB), popularmente conhecido como “Dão”, foi formalmente acusado de assediar sexualmente uma adolescente de apenas 13 anos.

De acordo com informações veiculadas pelo site Cultura&Realidade, a queixa foi registrada por Edenilza Dias de Souza, mãe da vítima. O relato aponta que o parlamentar teria investido fisicamente contra a menor e, em seguida, adotado um comportamento intimidatório que gerou pânico na família.

“Dão agarrou minha filha e tentou beijar à força e depois perseguiu minha filha, de carro, causando terror e pânico. Quero que as providências sejam tomadas pelas autoridades do município”, declarou a mãe em sua denúncia.

O crime teria acontecido durante uma festividade no município. A denúncia ganha ainda mais peso com o depoimento de Ieda Souza Araújo, irmã da adolescente, que presenciou a cena e atua como testemunha no caso. Ela detalhou a abordagem agressiva do vereador:

“Dão foi em direção à vítima, abraçando por trás e a beijou à força, quando a vítima pediu diversas vezes que a soltasse, mas ele só a soltou quando quis e saiu sem nada dizer”, relatou a irmã.

Defesa do vereador e posição da Prefeitura

Diante da repercussão do caso, o vereador João Batista se pronunciou negando as acusações e afirmando ser inocente. Ele declarou que está à disposição da Justiça para o andamento do caso.

“Assim que tomei conhecimento, compareci espontaneamente à delegacia para prestar todos os esclarecimentos necessários. Tenho plena consciência de que não cometi nenhum crime, nem nada que justifique as insinuações que vêm circulando em algumas páginas na internet, e sigo colaborando integralmente com as investigações”, defendeu-se o parlamentar.

No âmbito administrativo, a situação segue em compasso de espera. O prefeito do município, Acácio Teles (MDB), correligionário do acusado, ainda não tomou uma decisão sobre a possível abertura de um procedimento disciplinar ou administrativo contra Dão, que também atua como servidor público. A prefeitura deve aguardar o avanço e as conclusões dos procedimentos policiais que já estão em curso.

 

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