Operação Asfixia aperta o cerco e Justiça manda “chefão” do BDM em Coração de Maria para regime máximo

Em mais um duro golpe contra o crime organizado, a Polícia Civil da Bahia intensificou as ações da Operação Asfixia, voltada ao combate a homicídios e tráfico de entorpecentes no município de Coração de Maria. Como resultado das investigações conduzidas pela Delegacia Territorial de Coração de Maria, a Justiça determinou o isolamento de uma das principais lideranças da facção criminosa BDM na região.

Delegado Idelfonso Monteiro Foto: FALA GENEFAX

Atendendo à representação da autoridade policial, o juiz Gabriel Iglesias Veiga, da Vara de Execuções Penais de Feira de Santana, determinou nesta quinta-feira (5) a inclusão do detento L. A. S. G. de J., conhecido como “Beto” ou “L.A.”, no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A decisão também estabelece a transferência imediata do preso do Conjunto Penal de Feira de Santana para o Conjunto Penal de Serrinha, unidade considerada de segurança máxima no estado.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, mesmo estando preso, o detento continuava exercendo liderança ativa dentro da facção criminosa, sendo apontado como responsável por ordenar ataques armados, homicídios e ações relacionadas ao tráfico de drogas em Coração de Maria.

As apurações indicam que integrantes do grupo criminoso mantinham contato com o preso por meio de aplicativos de mensagens, através dos quais recebiam ordens para execução de crimes. Em algumas prisões em flagrante realizadas na região, suspeitos chegaram a afirmar que agiam sob determinação direta de “Beto”.

Relatórios policiais também apontam apreensões de drogas, armas de fogo, munições e materiais utilizados no tráfico, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas e possivelmente ligadas à comercialização de entorpecentes coordenada pela organização criminosa.

Na decisão judicial, ficou estabelecido que o preso deverá permanecer inicialmente por dois anos no Regime Disciplinar Diferenciado, período que pode ser prorrogado caso persistam indícios de atuação em organização criminosa ou risco à segurança do sistema prisional e da sociedade.

O magistrado também destacou que o Conjunto Penal de Feira de Santana não possuiria estrutura suficiente para impedir a comunicação ilícita entre detentos, o que teria possibilitado a continuidade das atividades criminosas atribuídas ao apenado.

Polícia Civil mantém ofensiva

A Operação Asfixia segue em andamento e integra uma série de ações estratégicas da Polícia Civil voltadas a identificar, prender e neutralizar lideranças criminosas, especialmente aquelas envolvidas em homicídios e na disputa por territórios do tráfico na região.

Com a transferência do suspeito para uma unidade de segurança máxima e sua inclusão no regime mais rigoroso do sistema prisional, as autoridades esperam enfraquecer significativamente a atuação da facção no município e ampliar a segurança da população.

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