Anvisa proíbe mais de 150 géis íntimos e extratos eróticos sem registro

Medida determina apreensão imediata e proíbe fabricação, venda e uso dos produtos em todo o país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso de mais de 150 produtos vendidos como géis para massagem corporal, lubrificantes íntimos e extratos energéticos pela empresa Marcos Marciano Wagner EPP.

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Os itens eram comercializados, em sua maioria, sob a marca “Segred/Secret Love”. A medida foi publicada nesta quarta-feira (25/2) no Diário Oficial da União e se aplica a todos os produtos fabricados pela empresa, independentemente do lote.

De acordo com a Anvisa, parte dos produtos não poderia ter sido notificada como cosmético, pois apresentava indicação de uso interno, o que exige outro tipo de enquadramento sanitário. Diante das irregularidades, os registros foram cancelados. A agência também informou que os itens descumpriam normas previstas em resoluções sanitárias mais recentes e não estavam devidamente regularizados.

Na prática, isso significa que os produtos não passaram por avaliação sanitária adequada quanto à segurança, qualidade e finalidade declarada. Entre os itens proibidos estão géis com apelo sexual e estimulante, aromatizantes corporais e extratos energéticos vendidos sob diferentes nomes comerciais, como “Secret Love”, “Black Ice”, “Kama Sutra”, “Jumentão”, “Uzempica”, “Hot Ice” e “Turbo Gel”.

A determinação vale para todos os lotes dos produtos listados no ato. A Anvisa alerta que produtos íntimos e estimulantes vendidos sem registro podem apresentar composição desconhecida ou não declarada, conter substâncias irritantes ou medicamentosas não autorizadas e oferecer risco de reações alérgicas, queimaduras químicas ou infecções, além de não haver garantia de controle de qualidade na fabricação.

A agência reforça que apenas produtos devidamente regularizados podem ser comercializados no país. Consumidores que já tenham adquirido os itens devem suspender o uso e procurar orientação médica em caso de reações adversas. Denúncias podem ser encaminhadas às vigilâncias sanitárias locais.

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