Os manifestantes protestavam contra uma ação policial, que teria terminado com um homem, que trabalhava na Ceasa, morto, na quarta-feira (22/3).
A jovem atingida foi socorrida pela mãe, através de um carro por aplicativo, e levada para o Hospital Geral do Estado (HGE).

“Ficou um buraco na perna dela. A gente teve que carregar ela, para que não perdesse muito sangue”, disse a mãe da jovem, que preferiu não revelar a identidade, por medo.
De acordo com a mulher, o protesto começou por volta das 9h, quando o grupo interditou a via. Após a saída de profissionais da imprensa, os manifestantes teriam sido alvos das balas de borracha. O protesto foi finalizado por volta das 13h e o trânsito liberado. Não houve prisões no local.
A mulher contou ainda que outras pessoas teriam sido atingidas pelos disparos.
Em nota, a Polícia Militar informou que equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para verificar o protesto, na localidade conhecida como Barro Duro.
Conforme a PM, os manifestantes ateavam fogo em objetos para bloquear a via e ameaçavam motoristas que passavam pelo local. Foi solicitado o apoio da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT)/Rondesp Atlântico, que teria tido “necessitado” usar agentes químicos e armas consideradas de “menor potencial” para conter o grupo.
A mãe da jovem e testemunhas negam a versão da PM.

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g1