Guarda civil vítima de quadrilha que ‘julgava’ rivais foi morto por ter sido visto com arma

Em declaração dada após uma operação deflagrada na terça-feira (26/4) a delegada da Polícia Civil, Daniele Monteiro, detalhou as motivações das mortes do guarda municipal Tiago Duarte Banhara e do percussionista Renato Santos Evangelista Sobrinho.
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As informações são do g1. Os crimes aconteceram entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Segundo a delegada Daniele Monteiro, Tiago Duarte estava em um bar do município com a namorada, quando foi levado pelos criminosos, em fevereiro. Já Renato Santos foi sequestrado após fazer um show, também em Camaçari, no mês de dezembro de 2021.
“A motivação para a morte do guarda civil foi porque ele foi visto armado no local. Observaram que ele estava com arma de fogo e, por conta disso, ele foi levado. Quanto ao músico, ele era morador de um bairro que tem um grupo criminoso rival”, disse a delegada.
Segundo a polícia, os dois foram assassinados por integrantes da organização criminosa alvo da operação.
A ação foi deflagrada no início da manhã, em Camaçari e Salvador, consecutivamente. Durante as abordagens, três suspeitos morreram e outros 12 foram presos.
Operação
Os alvos da operação são suspeitos de fazer parte de um grupo criminoso que “julgava” rivais antes de matá-los. Das 12 prisões, 11 foram por mandado de prisão, e a restante aconteceu em flagrante.

De acordo com a polícia, os três homens mortos trocaram tiros com os policiais e acabaram atingidos. Eles foram socorridos para unidades de saúde, mas não resistiram. O trio estava envolvido com as mortes do guarda civil e do percussionista.
Conforme a Polícia Civil, essa organização atua no tráfico de drogas e homicídios, e outros crimes violentos. Além dos rivais, a polícia informou que a quadrilha também matava quem se opunha às suas práticas.
Vítimas do grupo
O percussionista Renato Santos Evangelista Sobrinho desapareceu no dia 21 de novembro de 2021, depois de fazer um show em Vila de Abrantes, no município de Camaçari. A família registrou o boletim de ocorrência na delegacia local.
Semanas depois do sumiço de Renato, começou a circular na internet um vídeo da quadrilha torturando e executando o músico. A família viu as imagens e confirmou que se tratava dele, mas a polícia nunca confirmou as informações. O corpo da vítima ainda não foi encontrado.
Já em fevereiro deste ano, o guarda municipal Tiago Duarte Banhara foi encontrado morto, sem roupas, com as mãos amarradas e marcas de tiros. Ele também estava em Vila de Abrantes, em um bar, com a namorada, quando foi abordado por homens, na noite do dia 4 de fevereiro.
Testemunhas contaram que o guarda foi imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão. Em seguida, os suspeitos fugiram do local com Tiago, que foi achado sem vida, no próprio carro, horas depois.

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