Presa por suspeita de envolvimento em morte de empresário, investigada deverá ser transferida para presídio

Maqueila Santos Bastos, investigada por suspeita de envolvimento na morte do empresário Leandro Troesch, dono da pousada Paraíso Perdido, em Jaguaripe, no baixo sul da Bahia, deverá ser transferida para o Presídio Feminino, nesta segunda-feira (11/4). A unidade fica no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
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Maqueila foi presa, no estado de Sergipe, no dia 24 de março, e transferida para Salvador na última terça-feira (5/4). Desde então, ela está detida na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Criança e Adolescente (Dercca), onde fica a carceragem feminina.
A investigada deverá ser transferida para o presídio, para passar por uma audiência de custódia virtual, porque não há estrutura, na Dercca, para o procedimento. Maqueila está detida por mandado judicial. Ela é amiga de Shirley da Silva Figueiredo, esposa da vítima, Leandro Troesch.
Shirley é considerada foragida da Justiça, porque há um mandado de prisão contra ela. Ela também é investigada pela morte do empresário, que foi achado morto dentro de um dos quartos da pousada Paraíso Perdido, no mês de fevereiro.
Além disso, as duas amigas também são investigadas pela morte de um funcionário do estabelecimento. Conhecido como Billy, Marcel da Silva Vieira foi encontrado morto no dia 7 de março, mesmo dia em que prestaria depoimento sobre a morte do patrão.
Prisão e envolvimento de Maqueila
Maqueila Bastos teve a prisão decretada no dia 14 de março. A suspeita respondia em liberdade a processos por estelionato, e fez amizade com Shirley da Silva Figueiredo, esposa de Leandro, durante a prisão, em 2021.
Ao ser liberada pela Justiça, ela trabalhou na pousada Paraíso Perdido, a qual o empresário era dono. Conforme informou o delegado Rafael Magalhães, Leandro Troesch não aprovava a amizade entre Shirley e Maqueila.
Uma foto publicada em uma rede social mostra que Maqueila tem o nome de Shirley tatuado ao lado do desenho de um coração, no braço direito. Na imagem, a suspeita usava uma aliança dourada contendo a letra S.

O empresário estava em prisão domiciliar na pousada pelo crime de sequestro e extorsão, em 2001. Shirley da Silva Figueiredo também estava em prisão domiciliar, pelo mesmo crime.
De acordo com o delegado, após a Justiça determinar a soltura das duas mulheres, Shirley empregou Maqueila na pousada do marido. Quando Leandro foi solto, ele não gostou de saber da contratação da ex-detenta e pediu para que a esposa demitisse Maqueila.
Leandro foi encontrado morto no mês de fevereiro, em um dos quartos do estabelecimento. Shirley da Silva Figueiredo também é investigada pela morte do marido porque foi a única pessoa que estava próxima do empresário quando ele morreu. Ela teve a prisão decretada no mesmo dia que Maqueila.
Shirley fugiu da pousada durante as investigações da morte do marido. Por causa disso, ela passou a ser considerada foragida da Justiça, já que não poderia deixar o local sem se comunicar. O advogado de defesa de Maqueila, Paulo Pires, nega participação dela na morte de Leandro.
Além do assassinato do empresário, a polícia investiga se Maqueila teve participação na morte de Marcel da Silva Vieira, o Billy. Ele era funcionário de Leandro e, considerado pela polícia, testemunha-chave para esclarecer as circunstâncias da morte do patrão.

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g1 BA

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