Laudo definitivo revela causa da morte de Paulinha Abelha

Após a morte de Paulinha Abelha, ex-vocalista da banda Calcinha Preta, muito se especulou que a causa teria sido o uso de remédios para emagrecer. No entanto, de acordo com o laudo feito pelo médico perito Nelson Bruni Cabral, o falecimento da cantora foi provocado por outro motivo.
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O documento, que foi divulgado pelo colunista Leo Dias, aponta que o médico analisou que “as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com o uso de medicamentos” que Paulinha usava. A causa da morte foi um “processo infeccioso no Sistema Nervoso Central”.
A análise também garante que o falecimento da cantora não foi ocasionado por medicamentos prescritos pelos médicos que a atenderam nos hospitais onde esteve internada, reforçando que não houve erro médico.
Leia o parecer:
O presente parecer médico teve como objetivo apurar qual a patologia que motivou a internação e culminou com o evento morte da paciente Paula de Menezes Nascimento Leca Viana.
De acordo com a documentação analisada, as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com o uso de medicamentos. 
Exames realizados (liquor) evidenciam uma infecção no Sistema Nervoso Central, com a celularidade demonstrando a hipótese diagnóstica de uma meningite.
Não foi evidenciada a presença de conduta médica inadequada durante sua internação hospitalar (Hospitais Unimed ou Primavera). O tratamento instituído pelos citados hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, porém, houve uma rápida evolução para o óbito.
Os medicamentos prescritos pela clínica Cavallaro e durante a internação hospitalar (Hospitais Unimed e Primavera), não causaram lesões e/ou intoxicação na paciente, ou seja, não existe nexo casual entre os medicamentos prescritos e o evento óbito.
Não há elementos para concluir que uma intoxicação alimentar desencadeou a patologia da paciente, porém, intoxicações alimentares podem causar lesões renal, hepática e cerebral, culminando em alguns casos com o óbito do paciente dependendo da gravidade da doença e a virulência do agente patológico.
Não há elementos para estabelecer se a procura antecipada por atendimento médico neste caso poderia conter a evolução da doença. Contudo a procura rápida por atendimento médico é na maioria dos casos o ideal para obter sucesso em um tratamento médico, porém, a evolução da patologia apresentada pela paciente foi rápida e incontrolável evoluindo ao óbito.
O óbito da paciente ocorreu devido a um processo infeccioso no Sistema Nervoso Central, conforme consta na certidão de óbito, e não decorrente de intoxicação endógena medicamentosa“.
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Correio 24 Horas

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