‘Dinheiro esquecido’ em banco: Cliente resgata 1,65 milhão em consórcio, diz diretor do Banco Central

O diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central (BC), Maurício Costa Moura, afirmou que o maior valor sacado desde que o sistema Valores a Receber começou a funcionar foi de R$ 1,65 milhão. Ele deu a informação em um evento de gestão pública realizado em Curitiba, nesta terça-feira (29/3).
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“Depois das três primeiras semanas, a grande maioria dos recursos, obviamente, são valores muito pequenos, afinal de contas, pouca gente esquece muito dinheiro em uma conta bancária. O maior valor sacado, nas três primeiras semanas, que foi o primeiro período de saque do sistema Valores a Receber, foi por uma pessoa física, de R$ 1,65 milhão. Era uma série de cotas de consórcio que havia acabado, a pessoa não foi lá para ver como os grupos tinham acabado, e tinha esse valor considerável. Imagino que tenha ficado bastante feliz”, disse Moura.
A equipe diretiva do Banco Central do Brasil participou, na capital paranaense, do IV Fórum de Gestão Pública, organizado pela Federação de Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), no Teatro Positivo.
O evento foi coordenado pela Faciap e contou com o apoio do G7, grupo que reúne as principais entidades do setor produtivo do Paraná.
“Repescagem” de saques
O Banco Central deu início, na segunda-feira (28/3), a mais uma “repescagem” para os saques da primeira fase dos recursos esquecidos por brasileiros nos bancos, pelo sistema Valores a Receber. Esta repescagem é dos valores da primeira fase do programa. Mais valores serão liberados na segunda fase, que começa em 2 de maio.
Podem consultar os valores e pedir os resgates aqueles nascidos até 1947. Nos próximos dias, o recurso será liberado para os demais grupos.
Veja no calendário abaixo:
Mudança de planos
O novo calendário foi divulgado pelo BC no último final de semana. Antes, a previsão era de que a segunda repescagem abrisse na segunda-feira para todos os grupos que perderam a data — e a primeira repescagem — para consultar e pedir o saque. Agora, isso será feito de forma escalonada, que segue a data de nascimento para pessoas físicas e a data de criação, no caso das empresas.
Os clientes terão o dia todo para fazer o pedido — não será necessário seguir um turno de horas, como vinha acontecendo até então. O sistema ficará disponível até 16 de abril.
Segunda fase
Em 2 de maio, o sistema Valores a Receber voltará a funcionar — desta vez, com um segundo lote de recursos. Ou seja, mesmo quem já fez a consulta na primeira fase e não encontrou valores, ainda pode ter algo a receber.
“O sistema contará com informações novas repassadas pelas instituições financeiras. Ou seja, mesmo quem já resgatou seus recursos e quem não tinha valores a receber na primeira etapa deve consultar novamente o sistema, pois os dados serão atualizados e pode haver recurso novo”, informou o BC.
Segundo o Banco Central, a sistemática de consulta e pedido de resgate vai mudar nesta segunda fase: não será mais preciso agendar a consulta de valores e o pedido de saque. Já na primeira consulta será possível pedir o resgate do dinheiro.
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