Por conta do ataque ao ônibus do Bahia na noite desta quinta-feira (24/2), em que uma bomba foi lançada contra o veículo, a professora Cristiane Barroso também viveu momentos de tensão. O carro dela foi atingido pelo explosivo. Nesta sexta-feira (25/2), ela prestou depoimento na 6ª Delegacia de Polícia, no bairro de Brotas, em Salvador.
De acordo com o g1 Bahia, em reportagem à TV Bahia, após ser jogada no ônibus em que estavam os jogadores e a comissão técnica do time de futebol, a bomba explodiu e um dos artefatos entrou no automóvel de Cristiane. No momento da detonação, ela ultrapassava o veículo do clube.
“Eu estava passando para pegar o Dique [do Tororó]. Havia um batedor, que deixou o lado e veio para trás do ônibus. Quando a via ficou livre, eu resolvi passar. Quando estava na lateral do ônibus, eu ouvi um estouro e uma nuvem de fumaça dentro do carro”, contou na entrada da delegacia, em reportagem ao Bahia Meio Dia.
A professora explicou que mesmo com a situação tensa, ela manteve a calma e continuou dirigindo para deixar o local.
Cristiane contou que chegou a pensar que ela ou o carro tinham recebido disparo de armas de fogo.
“Eu mantive a calma e segui para sair do cenário. Eu consegui chegar à Fonte Nova e parei. Só lá os policiais falaram que era um ataque ao ônibus do Bahia. Eu pensei que era um tiro, ou alguma coisa do tipo. No momento, após chegar na Fonte Nova, segui a orientação e hoje estou vindo registrar [a queixa]”, disse.
Apesar de não ter ficado ferida, ela revelou que diversos pedaços de vidro caíram em seu cabelo e que a pressão subiu por conta do ocorrido. Segundo a professora, ela iria procurar uma unidade de saúde para realização de exames após deixar a delegacia.
Cristiane declarou que o Bahia entrou em contato com ela, por meio de uma comissão para oferecer ajuda psicológica. Ela também comentou o ataque ao clube.
“O esporte é uma forma de vida, de paz e a gente precisa viver momento de paz”, afirmou.
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