Um dos advogados da brasileira Mary Hellen, Telemaco Marrace, afirmou que a jovem moradora de Pouso Alegre, em Minas Gerais, foi para a Tailândia como “mula”, e que provavelmente não tinha conhecimento do que levava nas bagagens. Apesar de as autoridades do país asiático terem encontrado as drogas, o advogado acredita que Mary Hellen deva conseguir o perdão, e não ser punida com a pena de morte.
“A aplicação da lei na Tailândia depende muito da quantidade e da natureza das drogas. Dependendo do caso, pode ser aplicada pena de morte. Os advogados brasileiros têm que ter muito jogo de cintura e atuar conjuntamente com advogados tailandeses. Os asiáticos são muito severos, mas de 15 presos por tráfico na Tailândia em 2020, oito obtiveram perdão”, afirmou Telemaco Marrace ao g1.
Marrace faz parte de uma rede de advogados com atuação em todo o mundo em casos de tráfico internacional. Ele assumiu a defesa de Mary Hellen nesta terça-feira (22/2), junto com duas advogadas de Pouso Alegre. Marrace também irá contatar os representantes legais e familiares dos outros dois brasileiros presos na Tailândia.
Segundo ele, como primeiro passo, irá se comunicar com um dos seus correspondentes no país para obter informações sobre a integridade física e psíquica de Mary Hellen. Ele também já pediu a Mariana Coelho, irmã da brasileira, certidões de antecedentes negativos de envolvimento com o crime para atestar boa conduta.
Ainda de acordo com o advogado, Mary Hellen vai responder pelo processo na Tailândia, uma vez que está presa preventivamente. O objetivo da defesa é que ela não seja punida com pena de morte ou prisão perpétua. Depois disso, conforme a análise de documento, eles irão pedir para que o cumprimento da pena seja feito no Brasil.
“A Mary Hellen entrou de ‘mula’, com possibilidades de não ter conhecimento do que levava”, afirmou Marrace.
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