Militar é condenado a 14 anos e 6 meses de prisão por transportar cocaína em avião da FAB

A Justiça Militar da União (JMU) condenou, por unanimidade, o sargento da aeronáutica Manoel Silva Rodrigues a 14 anos e seis meses de prisão por tráfico internacional de drogas utilizando um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), nesta terça-feira (15/2). O militar foi preso em Sevilha, na Espanha, em 2019, ao transportar 37 quilos de cocaína em um voo da comitiva presidencial.
VOCÊ VIU? Faça seu consórcio por menos de R$ 5,00 por dia e CONCORRA A UMA CG 160 START
Rodrigues foi julgado por integrantes do Conselho Permanente de Justiça, presidido pelo juiz federal Frederico Magno de Melo Veras, e composto por mais um coronel e três capitães da Aeronáutica. O militar pode recorrer da decisão.
O sargento também deve arcar com 1,4 mil dias-multa, fixados em 1/30 do salário mínimo. A pena já cumprida por Rodrigues na Espanha, onde está preso, será descontada da nova condenação.
Em fevereiro de 2020, o militar foi condenado pela Justiça espanhola a seis anos e um dia de prisão. Além disso, foi sentenciado a pagar multa de 2 milhões de euros. Obteve uma pena menor por ter confessado o crime.

 

Julgamento
Durante a sessão, que teve início às 9h, foram ouvidos os representantes do Ministério Público e da defesa. Em seguida, o conselho apresentou os votos.
O promotor Ednilson Pires, do Ministério Público Militar, afirmou que o sargento agiu com “audácia” ao embarcar com a droga na aeronave, sem passar pela pesagem, e pediu uma pena “severa”.
Já o advogado Thiago Diniz Seixas argumentou que a Lei de Drogas não se aplica à esfera militar, por isso, Rodrigues deveria ser julgado com base no Código Penal Militar, que prevê uma pena menor.
O juiz Frederico Magno de Melo Veras rejeitou a tese, afirmando que a droga foi transportada em um avião da FAB, sujeito à administração militar, por militar em serviço, atuando em razão da função. “Não tenho a menor dúvida de que esse é um crime militar”, disse.
Com relação ao crime, Veras afirmou que é evidente que essa droga foi levada ao Brasil e a versão do acusado é “inverossímil”. “Entendo que a materialidade e a autoria estão comprovadas”, concluiu.
Mande fotos e vídeos com os acontecimentos de seu bairro para o WhatsApp do Fala Genefax (75) 9 9190-1606

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Botão Voltar ao topo
Web Statistics