VÍDEO: Deusa do Ilê Aiyé denuncia ação truculenta de guarda municipal no Pelourinho; GCM apura o caso

Professora de dança e Deusa de Ébano do Ilê Ayié de 2017, Gisele Soares usou as redes sociais neste domingo (13/2), para denunciar uma abordagem truculenta que sofreu na última sexta-feira (11/2), de um guarda municipal, no Centro Histórico de Salvador. Gisele disse que o agente da Guarda Civil Municipal (GCM) chegou a descer do carro com a arma engatilhada e ir para cima dela. A GCM apura o caso.
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A situação aconteceu quando Gisele estava com um grupo de amigos em frente a uma banca de livros na região da Ladeira do Ferrão, no Pelourinho. Nesse momento, o agente chegou e tentou estacionar perto de onde eles estavam, mas, segundo a professora, não buzinou e eles acabaram não notando.
“Ele chegou muito truculento e começou a me xingar, eu sem entender. Aí falei com ele ‘você deu boa tarde, pediu licença?'”, contou. Foi nessa hora que o guarda desceu do carro. “Ele simplesmente desceu da viatura, engatilhou a arma e veio para cima de mim. É muito doloroso lembrar”, disse, afirmando que passou pelo local novamente depois e ficou muito abalada com as memórias.
“Me senti totalmente coagida, oprimida e impotente, com um guarda com a arma engatilhada na minha frente sem eu ter feito nada, me chamando de desgraça. Me agredindo verbalmente como se eu tivesse cometido algum delito muito grave”, relatou.
Gisele acrescentou que gravou o vídeo como pedido de ajuda para a rede de apoio e também denúncia. “Hoje eu me senti insegura na rua, com muito medo. Eu moro aqui, esses guardas estão aqui todos os dias. Tenho certeza que se fosse um grupo de pessoas brancas, não seriam tratadas dessa forma”, disse.
Ela acrescentou que a GCM comete “ataques diários” contra a população. A professora disse que no momento nem pensou em gravar a situação. “Não tenho como comprovar, não tenho como dizer qual é o guarda, não consegui filmar, não tive reação. Todo momento nossa palavra é colocada à prova”, comentou.
A GCM disse que está apurando o caso. O agente em questão vai prestar depoimento e Gisele também será convidada a formalizar uma denúncia para que a Corregedoria da GCM apure tudo o que aconteceu.
O órgão também acrescentou, em relação à denúncia de racismo, que os guardas recebem treinamento e orientações “voltados para o combate ao racismo”, e também participam de ações em parceria com a Secretaria Municipal da Reparação.
Veja o vídeo:
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